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BR-364, A RODOVIA DA MORTE: cinco vidas perdidas em mais uma tragédia que escancara o perigo nas estradas de Rondônia

Colisão frontal entre carro e bitrem matou cinco ocupantes do automóvel na região de Vista Alegre do Abunã; tragédia reacende o alerta sobre segurança, tráfego pesado e a urgência de melhorias na principal rodovia do Estado

BR-364, A RODOVIA DA MORTE: cinco vidas perdidas em mais uma tragédia que escancara o perigo nas estradas de Rondônia

É difícil encontrar outra palavra: desesperador.

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A BR-364 continua sendo palco de tragédias que destroem famílias e deixam um rastro de mortes em Rondônia. Da região de Vilhena até a divisa com o Acre, são centenas de quilômetros de uma rodovia estratégica para o Estado, mas onde uma colisão pode significar o fim de várias vidas em questão de segundos.

Nesta quinta-feira (6), aconteceu novamente.

Uma violenta colisão frontal envolvendo um automóvel e uma combinação de veículo de carga, do tipo bitrem, terminou com cinco pessoas mortas, todas ocupantes do carro.

O acidente aconteceu na altura do km 1005 da BR-364, no sentido crescente, na região do distrito de Vista Alegre do Abunã, em Porto Velho.

Ninguém que estava no automóvel sobreviveu.

Entre as vítimas estavam adultos e uma criança.

Cinco vidas interrompidas em mais uma tarde trágica na principal rodovia de Rondônia.

UMA RODOVIA QUE NÃO PERDOA ERROS

As circunstâncias exatas da colisão ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação. Portanto, não é possível apontar neste momento quem provocou o acidente ou qual foi sua causa determinante.

Mas existe um problema muito maior que aquele acidente específico.

A BR-364 cobra caro por qualquer erro.

Em extensos trechos, o motorista enfrenta pista simples dividindo espaço com um enorme fluxo de veículos pesados.

São carretas, bitrens, ônibus, automóveis e motocicletas utilizando a mesma rodovia que funciona como uma das principais artérias econômicas de Rondônia.

Quando se juntam pista simples, tráfego intenso e comportamento imprudente de alguns condutores, o risco aumenta dramaticamente.

Ultrapassagens perigosas, excesso de velocidade e desrespeito à sinalização podem transformar segundos de imprudência em uma tragédia irreversível.

E na BR-364, muitas vezes, não existe uma segunda chance.

QUANTAS VIDAS AINDA PRECISAM SER PERDIDAS?

A tragédia de Vista Alegre do Abunã não pode simplesmente entrar para a estatística e desaparecer do noticiário alguns dias depois.

Cinco pessoas morreram.

Uma criança morreu.

Uma família foi atingida de maneira devastadora.

E novamente Rondônia precisa fazer a mesma pergunta:

quantas pessoas ainda precisarão morrer para que a segurança da BR-364 seja tratada como uma emergência?

A principal rodovia do Estado não transporta apenas soja, milho, combustível e mercadorias.

Transporta trabalhadores.

Transporta estudantes.

Transporta pais e mães.

Transporta crianças.

Transporta vidas.

RONDÔNIA PRECISA DE UMA BR-364 MAIS SEGURA

Melhorias na infraestrutura são fundamentais, mas não resolvem tudo sozinhas.

É necessário cobrar investimentos, manutenção, sinalização adequada, acostamentos onde tecnicamente necessários, fiscalização e intervenções capazes de reduzir os pontos mais perigosos.

Ao mesmo tempo, existe uma responsabilidade que pertence aos próprios motoristas.

Nenhuma obra será suficiente enquanto houver quem transforme ultrapassagem proibida em aposta, velocidade excessiva em rotina e sinalização em mera sugestão.

Rodovia segura depende de infraestrutura.

Mas também depende de responsabilidade.

O que Rondônia não pode continuar aceitando é abrir o noticiário e encontrar, semana após semana, novas imagens de carros destruídos, famílias chorando e corpos sendo retirados da BR-364.

Nesta quinta-feira foram cinco.

Cinco histórias interrompidas.

Cinco vidas que não chegarão ao destino.

E enquanto as autoridades discutem projetos, investimentos e soluções para a principal rodovia de Rondônia, uma pergunta permanece:

quantas cruzes ainda precisarão ser fincadas às margens da BR-364 até que essa realidade mude?

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