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Opinião de Primeira – Por Sérgio Pires

Hoje, o único destes personagens que teria alguma chance nas urnas, seria a ex-senadora Fátima Cleide.
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A POLÍTICA NÃO PARA E A SUCESSÃO ESTADUAL JÁ ESTÁ NA PAUTA, COM NOMES FORTES DE OLHO NA CADEIRA DE MARCOS ROCHA

Exercício de futurologia, apenas. Nada mais. Possibilidades apenas, algumas mais passíveis de serem realizadas do que outras, partindo-se do princípio que o quadro dos dias de hoje se mantivesse, para as próximas eleições. Primeiro: é praticamente certo que Rondônia será governada, entre maio e dezembro de 2026, por Sérgio Gonçalves, um bom técnico, mas estreante na política, que é o vice de Marcos Rocha. O Governador deixará o seu posto, para disputar uma das duas vagas ao Senado. Pelo andar da carruagem, já se pode falar que haverá alguns nomes à sucessão de Rocha, ocupando sua cadeira no Palácio Rio Madeira/CPA. Neste momento, o nome mais forte é o do prefeito da Capital, Hildon Chaves. Candidatíssimo desde agora, só algum evento muito inesperado pode tirar Hildon da corrida pelo Governo. Ivo Cassol também sonha em voltar ao comando do Estado e teria todas as condições eleitorais para isso, mas ainda depende de uma mudança na injusta pena a que foi condenado e, portanto, ainda está sem seus direitos políticos recuperados. Entre os nomes novos, que neste momento andam aparecendo com destaque mas que, ao contrário de Hildon ainda poderá ficar mais três anos no poder, surge a possibilidade da candidatura do jovem prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, que tem feito um mandato bastante positivo. Ele certamente vai buscar a reeleição e, no meio de um possível segundo mandato, pode tentar o Governo. Não há como ignorar ainda a possibilidade do PT e as esquerdas apresentarem um nome bastante forte, caso o governo Lula tenha sucesso. Hoje, o único destes personagens que teria alguma chance nas urnas, seria a ex-senadora Fátima Cleide. Entre nossos representantes no Congresso Nacional, quem ainda poderia sonhar com o governo? Marcos Rogério poderia tentar novamente, mas não há segurança de que ele vá manter os apoios que teve na primeira disputa. Lúcio Mosquini prefere o Parlamento do que o Executivo. Silvia Cristina também. Fernando Máximo e Cristiane Lopes estão de olho na Prefeitura da Capital. Talvez o senador Jaime Bagattoli decida, neste futuro hipotético, concorrer ao Governo. E ainda, nunca se pode esquecer, esta nominata não seria completa sem que a gente lembre de Expedito Júnior, que ainda pode voltar.

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Obviamente que é muito cedo para se dizer que há algo definido. Na política, as coisas podem mudar até 24 horas antes de uma eleição. Pesquisas, tendências, possibilidades parecendo reais, milhares de vezes não se confirmam. Pegando apenas um exemplo recente, da eleição para o Senado, quem apostaria todo o seu dinheiro em Jaime Bagattoli, uma semana antes do pleito, já que ele aparecia em quarto ou quinto lugares em várias pesquisas? Portanto, tudo o que está sendo desenhado hoje, só uma parte ou absolutamente nenhuma das previsões podem ser consideradas definitivas, tanto tempo antes. Mas na política, mal se fecham as urnas e já se começa a falar na próxima eleição. A sucessão de Marcos Rocha é daqui a apenas 42 meses. Esse tempo passa voando…

A PARTIR DO DIA 1º DE MARÇO, GASOLINA JÁ SOBE 69 CENTAVOS POR LITRO SÓ PELA VOLTA DOS IMPOSTOS FEDERAIS

Preparemos nossos bolsos! O preço da gasolina pode dar um salto, a partir de 1º de março, ou seja, daqui a daqui a 96 horas. Restam apenas quatro dias para se comprar gasolina com os descontos dos impostos federais. Só a volta do PIS /Cofins, representa uma alta de 69 centavos no preço final. Por enquanto, na Capital, ainda se encontra o litro da gasolina a menos de cinco reais. A maioria, contudo, está na faixa próxima a 5.50. Com a decisão do Ministério da Fazenda da retomada dos impostos federais, o preço dos combustíveis (gasolina e etanol) voltam a subir a patamares bastante significativos. O ministro Fernando Haddad comentou que, apenas com a decisão de retomar a cobrança dos tributos federais dos combustíveis, devem entrar nos cofres da União, neste ano, algo em torno de 29 bilhões de reais. Em Rondônia, os impostos estaduais à princípio continuarão com os mesmos descontos, embora esse quadro possa mudar, porque as conversações estão em andamento. A redução dos tributos, criada através de decreto do ex-presidente Bolsonaro, iria acabar em 31 de dezembro. O presidente Lula ampliou o benefício até 28 de fevereiro, Agora, tudo vai mudar. Lá vem a gasolina a preços exorbitantes, de novo!

CASO ÚNICO DA VACA LOUCA NO PARÁ AFETA AS EXPORTAÇÕES RONDONIENSES DE CARNE PARA A CHINA

Um só caso. Em Marabá, no Pará. E só este problema, isolado, atingiu todas as exportações brasileiras. A descoberta de um animal com a doença da vaca louca, interrompeu todas as exportações da nossa carne para a China. Mesmo que momentaneamente, os prejuízos serão imensos. Inclusive para Rondônia, cuja carne de qualidade, tem o mercado chinês como um dos seus mais cativos clientes. Só para se ter ideia da situação, a China se tornou o principal parceiro comercial da terra de Rondon, colocando a carne como o produto que maios importa. De janeiro a outubro do ano passado, por exemplo, os chineses compraram mais de 333 milhões de dólares (algo em torno de 1 bilhão e 730 milhões de reais) entre os derivados da carne bovina, minérios, algodão e sementes. As exportações brasileiras, desde esta quinta-feira, já estavam suspensas. Os frigoríficos, desde a segunda-feira, pararam de comprar carne para produção. O Ministério da Agricultura está correndo contra o tempo, para que a situação seja normalizada. Não há notícias sobre outros casos de vaca louca em lugar algum do país.

COMO NÃO CRITICAR E GENERALIZAR NAS CRÍTICAS, QUANDO NOSSO CONGRESSO ABUSA DO USO DO NOSSO DINHEIRO?

Há parlamentares que se queixam, considerando exageradas – e pior, generalizadas – as críticas feitas em relação às benesses que os congressistas brasileiros têm, principalmente se houver comparação com o povo pobre que eles representam. Mas não há como não criticar. E não há como não generalizar, em eventos como os registrados nestes dias. Enquanto boa parte do país vive na incerteza, muitos atingidos por violentos eventos naturais, como os do litoral de São Paulo, nossos deputados – todos, sem exceção – enchem seus bolsos, recebendo benesses absurdas. O pagamento de um tal auxilio-mudança para parlamentares, custará aos cofres públicos nada menos do que 4 milhões de reais. A metade do que o governo federal liberou para ajudar os atingidos pela tragédia de São Paulo. Cada um que não foi reeleito, terá direito a 39 mil reais, como se não tivesse condições de se mudar de Brasília. Mas todos os reeleitos ganharão o dobro. Ou seja, ganharão os 39 mil saírem de Brasília e outros 39 mi para voltarem. Uma vergonha. Alguém acha coisa pior? Tem. Nenhuma voz se levantou contra este absurdo. Não se tem conhecimento de ninguém que devolveu o dinheiro. Ao menos até agora.

INAUGURADA COM FESTA HÁ 47 ANOS, A BR 319 CONTINUA SOB UMA GUERRA IDEOLÓGICA QUE IGNORA A POPULAÇÃO

A obra começou em 1972 (há 47 anos, portanto) no auge do regime militar, que investia pesado em rodovias, para interligar o país. Quatro anos depois, ela foi inaugurada com grande festa, numa solenidade que teve a presença do então presidente da República, Ernesto Geisel. Passados 16 anos, em 1988, já totalmente deteriorada, houve abandono geral da empresa responsável pela manutenção. Bem antes, a BR 319, que liga Porto Velho a Manaus, já estava praticamente intransitável. Vários projetos para recuperá-la foram ignorados, na medida em que a reforma e reasfaltamento se transformaram numa guerra ideológica entre ONGs internacionais, ONGs nacionais, defensores do meio ambiente, contra os milhões de moradores da região, prejudicados pela falta de uma ligação direta entre as duas cidades. Ignorando todo o progresso, desenvolvimento e avanço econômico que uma estrada de qualidade daria aos dois Estados, os ambientalistas juram que se a rodovia for asfaltada, esta parte da Amazônia será destruída. E não aceitam qualquer argumento contrário. Eles têm apoio do Ministério Público, de boa parte do Judiciário, do Ibama e vários outros órgãos, alguns deles há muitos anos dominados pela ideologia que acha que a floresta deveria ser mantida intocável e que seus milhões de moradores sobrevivam do jeito que puderem, desde que mantenham a região como nos séculos passados. No governo Bolsonaro, surgiu uma luz no fim do túnel. No governo Lula, tudo indica que a 319 jamais será asfaltada novamente. Essa é a triste realidade.

RAUPP PODE SER UM DOS CANDIDATOS AO SENADO NA PRÓXIMA DISPUTA? POR ENQUANTO, ELE AINDA DIZ NÃO

Está difícil para o ex-senador Valdir Raupp manter sua promessa, mesmo que momentânea, de se afastar da política. Porque há um pacotaço de amigos, admiradores e, principalmente de eleitores, que o procuram, querendo que ele reveja sua posição e participe do processo eleitoral, principalmente na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal, que estarão em disputa no final de 2006. Com a paciência que lhe é característica, Raupp informa a todos que não está pensando no assunto e, sempre destaca: seus passos futuras e decisões “serão decididos pelo Senhor”. Afora a questão da religiosidade, que deve ser sempre respeitada, ao se voltar às questões terrenas, pode-se afirmar, com segurança, que Raupp, um dos políticos mais respeitados da história de Rondônia, que foi injustamente acusado por um longo processo judicial que o tirou da última eleição que disputou, vai voltar por cima. Absolvido em todas as instâncias, ele agora ostenta também a questão da injustiça sofrida, como mais um argumento de que deve voltar a representar o Estado, em nível federal. Já em relação à sua esposa, a ex-deputada Marinha Raupp, tão atuante na busca de recursos federais aos municípios e ao Estado quanto seu marido, ela não pensa ainda em retornar à política. Mas é bom lembrar que faltam pelo menos 42 meses para a próxima eleição federal.

VIOLÊNCIA E BRUTALIDADE AQUI E LÁ FORA. NO BRASIL, O TERROR NA MESA DE SINUCA E POBRES ROUBANDO MISERÁVEIS

Quanto mais a gente sabe, mais se assusta. Neste mundo enlouquecido, namorando a possibilidade de uma guerra nuclear, são também atos, eventos isolados, tragédias e canalhices que nos fazem questionar sobre o que está acontecendo com a raça humana. Exemplos horrorosos não faltam. Na Inglaterra, uma anciã que abrigou um sem teto, com pena dele, foi morta e queimada numa fogueira por aquela que ela protegeu. Nos Estados Unidos, um repórter de TV foi morto; seu cinegrafista foi gravemente ferido por uma assassino em série, que havia matado sua jovem namorada e matou, ainda, uma criança de nove anos. No Brasil, dois assassinos desvairados mataram sete pessoas, no Mato Grosso, por terem perdido um jogo de sinuca. Mataram, covardemente, uma menina de 12 anos. Um dos criminosos atirou contra a PM e foi morto. O outro se entregou, já certamente sob intensa proteção dos que defendem apenas os direitos humanos dos bandidos. Em São Paulo, no meio da tragédia e do desespero que tomou conta de várias cidades e milhares de famílias, bandidos estão atacando, para roubar, caminhões que levam alimentos, roupas e material de limpeza para amenizar a dor dos desabrigados. Tem mais: o vereador de São Sebastião Pedro Renato da Silva (PSDB) denunciou em suas redes sociais a venda de mantimentos doados a famílias em pontos de abrigo por ambulantes. Pobre roubando de miserável. O que está acontecendo com os seres humanos?

PERGUNTINHA

Você acha que o Brasil melhorou ou piorou, nestes primeiros 53 dias do governo Lula, em relação à situação que o país vivia até o final do ano passado?

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