A ausência de deputados estaduais em uma sessão extraordinária da Assembleia Legislativa de Rondônia provocou um novo desgaste político. Uma proposta envolvendo R$ 96,7 milhões do Fundo para Infraestrutura de Transportes e Habitação (Fitha) deixou de ser votada na quinta-feira (22), após o comparecimento de apenas seis parlamentares.
O Projeto de Lei nº 1.495/2026 prevê adequações no orçamento do fundo para permitir a execução de recursos pelo modelo de transferência Fundo a Fundo. Não se trata da criação de dinheiro novo, mas de uma alteração considerada importante para a operacionalização dos repasses.
A situação provocou reação da Associação Rondoniense de Municípios (Arom), que passou a cobrar mobilização dos prefeitos junto aos deputados estaduais.
O ponto central é a responsabilidade política. Enquanto municípios enfrentam dificuldades para manter estradas vicinais e atender demandas de infraestrutura, uma votação considerada relevante pelas administrações municipais acabou adiada por falta de quórum.
A questão que permanece é objetiva: quando a Assembleia voltará a analisar a proposta e quais serão os efeitos práticos do atraso?
Para o JH Notícias, o episódio coloca em evidência a necessidade de transparência sobre a presença dos parlamentares e a prioridade atribuída a matérias que afetam diretamente os municípios rondonienses.




















