XADREZ POLÍTICO – PSD ganha protagonismo e PSDB enfrenta risco de ficar fora das eleições em Rondônia

Nos bastidores, o foco do novo arranjo político está claramente direcionado à sucessão estadual.

A filiação do governador Marcos Rocha ao PSD provoca um reposicionamento imediato das forças políticas em Rondônia. Embora ainda não haja anúncios oficiais sobre mudanças administrativas, a expectativa é de que o partido passe a ocupar espaços estratégicos no Governo do Estado, consolidando-se como uma das principais engrenagens do atual grupo no poder.

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Nos bastidores, o foco do novo arranjo político está claramente direcionado à sucessão estadual. O grupo liderado por Rocha tende a concentrar esforços na candidatura de Adailton Fúria ao Governo, enquanto permanece indefinida a estratégia em relação às duas vagas ao Senado que estarão em disputa. O próprio governador, ao menos até agora, evita confirmar se entrará na corrida, mantendo o cenário aberto e alimentando especulações.

Senado ainda sem nomes definidos

Sem federação formalizada com outras legendas — a aproximação com o PSDB não avançou —, caberá exclusivamente ao comando do PSD definir os nomes que terão o apoio do grupo governista para o Senado. Essa decisão ficará nas mãos de Marcos Rocha, Expedito Júnior e Adailton Fúria.

Entre os nomes atualmente colocados no debate público, como Sílvia Cristina, Fernando Máximo, Bruno Scheid, Confúcio Moura e o delegado Rodrigo Camargo, nenhum contaria, neste momento, com o aval do núcleo político que hoje gravita em torno do Palácio Rio Madeira/CPA. Outros nomes são mencionados nos bastidores, mas ainda sem definição clara.

Enquanto isso, seguem avançando conversas paralelas que envolvem possíveis alianças, montagem das chapas proporcionais e estratégias tanto para a Câmara Federal quanto para a Assembleia Legislativa. Com a mudança partidária do governador, a disputa de outubro ganha novo ritmo e promete ser ainda mais intensa.

PSDB vive momento decisivo

Em contraste com o fortalecimento do PSD, o PSDB enfrenta um de seus momentos mais delicados em Rondônia. O partido foi penalizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia após deixar de prestar contas à Justiça Eleitoral, acumulando uma pendência de 340 mil reais. Como consequência, teve seu funcionamento suspenso e, neste momento, está impedido de participar das eleições gerais de outubro.

Embora existam possibilidades de recurso, a regularização depende, obrigatoriamente, da quitação do débito. Até o momento, o partido não se pronunciou oficialmente sobre a decisão, o que aumenta a incerteza em torno de seu futuro imediato.

Um partido que já foi gigante

O PSDB já ocupou posição de destaque no cenário político rondoniense, mas hoje encontra-se reduzido a um núcleo pequeno, tendo como principal liderança o ex-prefeito de Porto Velho e pré-candidato ao Governo, Hildon Chaves. Presidente regional da legenda, Hildon avalia alternativas para manter viabilidade eleitoral, incluindo a possibilidade de trocar de partido para disputar o Palácio Rio Madeira em condições mais competitivas.

A debandada de lideranças tucanas ao longo dos anos reflete o enfraquecimento da sigla tanto no Estado quanto em nível nacional. Fundado em 1988, o PSDB chegou ao auge com a eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República por dois mandatos, mas perdeu protagonismo após derrotas sucessivas e o esvaziamento de suas principais lideranças.

Em Rondônia, caso consiga regularizar sua situação financeira, Hildon Chaves pretende priorizar a formação de uma nominata robusta para a Câmara Federal. No entanto, o tempo corre contra o partido, que precisa resolver uma pendência de 340 mil reais para continuar existindo juridicamente no processo eleitoral deste ano.

Um cenário em transformação

O contraste entre o avanço do PSD e a crise do PSDB evidencia que o cenário político rondoniense passa por uma fase de profunda reorganização. Com articulações intensas nos bastidores e decisões estratégicas ainda em aberto, a corrida eleitoral de 2026 começa a se desenhar como uma das mais imprevisíveis dos últimos anos.

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