Publicidade
SICOOB

A escalada de tensão no Oriente Médio voltou a alarmar o mundo nesta madrugada com uma nova série de ataques de mísseis lançados pelo Irã contra Israel, deixando três mortos e cerca de 80 feridos. Entre os brasileiros retidos no país está o governador de Rondônia, Marcos Rocha, que permanece em Tel Aviv ao lado de prefeitos e autoridades brasileiras que participavam de uma feira de tecnologia.

Publicidade

Com o espaço aéreo israelense fechado, os líderes brasileiros enfrentam momentos de incerteza e tensão. De acordo com relatos, todos buscam refúgio em bunkers — estruturas subterrâneas projetadas para resistir a ataques aéreos.

Em uma transmissão ao vivo realizada na sexta-feira (13), Marcos Rocha compartilhou informações sobre os objetivos da viagem, planejada há cerca de um ano, e descreveu a situação dramática enfrentada pelas autoridades brasileiras. “Estamos em um momento delicado, com todos atentos às orientações de segurança. A prioridade é proteger a vida”, disse.

Durante sexta e a manhã deste sábado (14), quatro ondas de mísseis atingiram a região central de Israel, incluindo Tel Aviv. A população foi orientada a se abrigar em estruturas subterrâneas, enquanto o sistema de defesa do país, o Domo de Ferro, conseguiu interceptar a maioria dos projéteis. O jornal The Times of Israel apontou que, sem o sistema de defesa, os danos teriam sido catastróficos.

Os ataques iranianos foram uma resposta direta ao bombardeio realizado por Israel horas antes, que teve como alvo instalações nucleares e bases militares do Irã. A ofensiva israelense causou a morte de um dos principais líderes da Guarda Revolucionária Iraniana e de membros das Forças Armadas do país.

Em retaliação, o Irã respondeu com mísseis, intensificando o conflito. A mídia estatal iraniana afirma que 78 pessoas morreram em território iraniano desde os ataques israelenses.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi categórico ao afirmar que os ataques continuarão “o quanto for necessário” para proteger o país. O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que “Teerã vai queimar” caso continue atacando civis. O exército israelense confirmou que caças da Força Aérea estão prontos para retomar os bombardeios a alvos iranianos nas próximas horas.

Diante do agravamento da crise, o governo brasileiro monitora a situação e busca alternativas diplomáticas para garantir a segurança e repatriação dos brasileiros retidos em Israel, caso os ataques persistam. Ainda não há previsão para a reabertura do espaço aéreo.

A permanência do governador Marcos Rocha e demais autoridades brasileiras no epicentro de um conflito internacional reacende discussões sobre segurança em viagens diplomáticas e estratégias de evacuação em situações de guerra.

Publicidade

Você também vai querer ler...

Agressão com leite quente em escola gera revolta

Conta de energia muda número em Rondônia

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.