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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o cantor sertanejo Eduardo Costa e o cunhado dele, Gustavo Caetano Silva, por estelionato. A denúncia foi distribuída nesta segunda-feira (29) à 11ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte e ainda não foi analisada pela Justiça.

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As investigações começaram em 2017. Segundo a Polícia Civil, Eduardo Costa negociou um imóvel em Capitólio, no Sul de Minas, avaliado entre R$ 6,5 milhões e R$ 7 milhões, em troca de uma casa, de propriedade de um casal, na Região da Pampulha, na capital mineira, avaliada em R$ 9 milhões.

A diferença de valores seria paga pelo cantor com uma lancha, um carro de luxo e uma moto aquática.

No entanto, ao tentar registrar o imóvel de Capitólio, de cerca de 4 mil metros quadrados, o casal soube que ele era alvo de uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) e de uma ação de reintegração de posse com pedido de demolição de construção ajuizada por Furnas Centrais Elétricas.

Imóvel em Capitólio negociado por Eduardo Costa — Foto: Reprodução/Facebook

Imóvel em Capitólio negociado por Eduardo Costa — Foto: Facebook/Reprodução

Em 2018, ao prestar depoimento no Departamento Estadual de Investigação de Fraudes, em Belo Horizonte, o sertanejo afirmou que não agiu com má-fé e que o casal sabia que o terreno estava em uma área de preservação permanente.

Já o advogado dos compradores, Arnaldo Soares Alves, negou que os clientes soubessem que o imóvel era alvo de ações judiciais.

Eduardo Costa em imóvel em Capitólio, no Sul de Minas (foto publicada em 2014) — Foto: Instagram/ Reprodução

O advogado Arnaldo Soares Alves disse ao jornal nesta terça-feira (30) que Eduardo Costa confirmou, em juízo, que os advogados dele de São Paulo redigiram o contrato de negociação. Segundo ele, no documento constava que todos os bens dados pelo cantor para o pagamento “estavam livres e desembaraços de qualquer ônus”.

“Se os próprios advogados dele elaboraram o contrato, em 16 de janeiro de 2015, aos meus clientes restou tão somente acreditar no caráter dele e assinar, achando que estavam fazendo um negócio limpo. Só depois de quase seis meses eles detectaram que o imóvel estava sendo alvo de duas ações”, afirmou o advogado.

Segundo ele, também está tramitando na Justiça uma ação na esfera cível em que o casal pede o pagamento de uma multa prevista no contrato e de indenização por danos material e moral.

O que dizem os citados
O Ministério Público de Minas Gerais disse que não vai se manifestar.

A assessoria de imprensa do cantor Eduardo Costa também falou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

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