Seis anos depois de um crime que chocou Rondônia, o terror voltou a bater à porta e com a mesma brutalidade. A execução do policial civil aposentado Joaquim Lopes da Silva, somada a mais um ataque violento contra trabalhadores rurais, escancara uma realidade que muitos fingiram não ver: o problema nunca foi resolvido.
O modus operandi é o mesmo. Tocaia, ataque covarde, vítimas sem chance de reação. Homens armados, organizados e dispostos a matar. Não é um episódio isolado. É um padrão.
Os relatos do ataque à Fazenda NorBrasil são claros. Trabalhadores surpreendidos na volta do almoço, tiros disparados contra pessoas desarmadas, veículo incendiado, clima de guerra instalado no campo. Isso não é conflito pontual. Isso é ação coordenada.
Os proprietários não têm dúvida ao apontar a autoria para a Liga dos Camponeses Pobres, a chamada LCP. Um grupo que, há anos, atua em regiões rurais de Rondônia e de outros estados, sempre com o mesmo tipo de ação. Violência, intimidação e domínio territorial.
E aqui entra a pergunta que ninguém consegue responder de forma convincente: onde está o Estado?
Houve um momento em que a presença da Patrulha Rural impôs recuo. Sob o comando do coronel Régis Braguin, ações mais firmes fizeram esse tipo de ataque diminuir. Coincidência ou não, com a saída dessa linha mais dura, os criminosos voltaram. E voltaram com força.
Não se trata de ideologia. Trata-se de segurança pública. De vida. De gente que trabalha, produz e agora passa a viver sob ameaça constante.
Rondônia não pode normalizar isso.
Não pode aceitar que grupos armados ajam como se fossem autoridade paralela. Não pode assistir, passivamente, à repetição de crimes que já deveriam estar enterrados no passado.
O que aconteceu agora não é só mais um caso policial. É um alerta.
Ou o Estado reage com firmeza, ou o terror vai continuar ditando as regras no campo.























