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A Assembleia Legislativa de Rondônia vive uma reconfiguração política que pode impactar diretamente a reta final do governo estadual. Com a janela partidária de março, o Partido Liberal (PL) protagonizou um movimento estratégico e passou a formar a maior bancada do parlamento.

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Dos 24 deputados estaduais, 14 agora estão concentrados em dois partidos: o PL, com oito parlamentares, e o PRD, com seis formando as duas maiores forças políticas dentro da Casa.

O crescimento do PL chama atenção. O partido saiu de apenas dois deputados Jean Mendonça e Eyder Brasil e saltou para oito cadeiras. A ampliação veio com a filiação de seis parlamentares que oficializaram entrada na legenda durante evento realizado em Ji-Paraná.

Passaram a integrar o PL a deputada Dra. Taíssa Sousa e os deputados Lucas Torres, Nim Barroso, Alan Queiróz, Luizinho Goebel e Ezequiel Neiva.

As filiações foram abonadas por lideranças de peso nacional e regional, como o senador Flávio Bolsonaro, o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, e o senador Marcos Rogério, que foi lançado como pré-candidato ao Governo de Rondônia.

Mudança de lado e impacto direto no governo

O movimento não foi apenas partidário ele tem forte peso político.

Até então, a ampla maioria da Assembleia era considerada base de apoio do governador Marcos Rocha. Dos 24 deputados, 22 estavam alinhados com o Executivo estadual.

Agora, o cenário mudou.

Oito parlamentares que antes integravam essa base migraram para o PL, partido que deve fazer oposição ao governo, já que apoia diretamente a candidatura de Marcos Rogério ao Palácio Rio Madeira.

Com isso, somados aos dois deputados que já eram oposição mais firme, cerca de um terço do parlamento passa a se posicionar contra o governo.

União Brasil perde protagonismo

Outro reflexo direto dessa movimentação foi o enfraquecimento do União Brasil, que até então detinha a maior bancada da Assembleia.

Após as mudanças, o partido ficou reduzido a cerca de cinco parlamentares, perdendo protagonismo no jogo político estadual.

Novo cenário e tensão na reta final

Mesmo mantendo maioria formal na Assembleia Legislativa, o governador Marcos Rocha passa a enfrentar um ambiente mais complexo e menos previsível.

A nova configuração aumenta o peso das articulações políticas e pode dificultar a aprovação de projetos estratégicos, especialmente em um momento em que o governo entra na fase final do mandato.

Nos bastidores, a leitura é clara: a disputa pelo Governo de Rondônia em 2026 já começou e a Assembleia Legislativa virou um dos principais campos dessa batalha.

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Grupo Marquise - EcoRondônia

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