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A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), avançou nas ações da Operação Caminhos Seguros 2026 na região do Baixo-Madeira. A iniciativa integra um planejamento estratégico que visa intensificar o combate a crimes praticados contra crianças e adolescentes em localidades isoladas e de difícil acesso geográfico do município de Porto Velho.

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As atividades começaram no dia 11 de maio, quando os policiais se deslocaram até o município de Humaitá (AM) para acessar a via fluvial em direção ao distrito de Calama. Na localidade, os investigadores realizaram o atendimento de comunicantes, a identificação de suspeitos e a apuração minuciosa de denúncias anônimas encaminhadas ao serviço Disque 100.

Vistorias e deslocamento fluvial em comunidades

O cronograma da operação exigiu o uso de embarcações para cobrir as extensas áreas ribeirinhas. No dia 12 de maio, as equipes concentraram os trabalhos no distrito de Calama durante a manhã, expandindo as diligências para as comunidades de Ressaca e Terra Firme no período da tarde. O transporte fluvial permitiu que os agentes colhessem depoimentos, realizassem o policiamento preventivo e executassem os procedimentos cartorários essenciais para o andamento dos inquéritos.

A fiscalização de pontos estratégicos com base em denúncias de abusos e a verificação integrada de vulnerabilidades foram realizadas diretamente nas moradias ribeirinhas e nas áreas de trânsito de passageiros. Dessa forma, as equipes conseguiram coletar informações cruciais para a responsabilização de autores de crimes e a interrupção de ciclos de violência.

Cooperação policial e presença institucional

As atividades da DEPCA na região do Baixo-Madeira contaram com o apoio operacional da Polícia Militar Ambiental. A cooperação entre as forças de segurança garantiu o suporte logístico necessário para navegar pelos rios da região e acessar as populações tradicionais com segurança e eficiência.

A Polícia Civil destacou que a continuidade da operação reafirma a presença da instituição em áreas periféricas e de fronteira fluvial, assegurando que o suporte e a proteção garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente cheguem de forma igualitária a todos os cidadãos rondonienses, independentemente das barreiras geográficas.

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