A corrida pelo Governo de Rondônia começa a ganhar contornos mais claros, mas ainda há um ponto em aberto entre a maioria dos pré-candidatos: a escolha dos nomes que irão compor as chapas como vice-governador.
Até agora, apenas Hildon Chaves já definiu seu companheiro de chapa. Os demais seguem avaliando alternativas dentro de um cenário político que exige equilíbrio, força eleitoral e capacidade de agregar.
O senador Marcos Rogério, um dos principais nomes da disputa, precisou reorganizar sua estratégia. A possibilidade de ter Hildon como vice ficou no passado. O ex-prefeito de Porto Velho assumiu posição própria e se consolidou como adversário direto.
Diante disso, Marcos Rogério analisa novos nomes, com atenção especial à Capital. Porto Velho concentra o maior número de eleitores do estado e deve ter peso decisivo na escolha. A tendência é que o senador opte por um nome com presença política consolidada e capacidade de ampliar sua base.
Adailton Fúria também aparece entre os nomes mais fortes da disputa. Com apoio do governador Marcos Rocha, o prefeito de Cacoal trabalha para estruturar uma chapa competitiva. Entre os nomes cogitados está o chefe da Casa Civil, Elias Rezende, que reúne experiência e trânsito político. Apesar disso, a decisão de permanecer no cargo até o fim do governo ainda prevalece neste momento.
Fúria já avaliou outras lideranças, mas não formalizou qualquer definição. A construção da chapa segue sendo tratada com cautela.
No Podemos, o cenário passa primeiro pela definição do candidato ao governo. O prefeito de Vilhena, Delegado Flori, aparece como nome preferido até aqui, mas enfrenta a concorrência interna do deputado estadual Rodrigo Camargo. Sem definição dentro do partido, a discussão sobre vice fica naturalmente adiada.
O mesmo acontece com Expedito Netto, pelo Partido dos Trabalhadores. A composição da chapa deverá ser definida mais adiante, dentro das diretrizes da própria sigla.
Já o vice-governador Sérgio Gonçalves mantém sua candidatura, mas ainda não apresentou qualquer posicionamento sobre a formação de chapa.
O fato é simples. A eleição já começou, mas as peças ainda não estão completamente posicionadas. A definição dos vices será determinante para o rumo da disputa, influenciando alianças, estrutura política e força eleitoral.
Nos próximos meses, esse cenário tende a se ajustar. E quando isso acontecer, o jogo muda de nível.






















