O Brasil está ficando caro demais. E não é para quem vive de renda alta. É para quem acorda cedo, trabalha, empreende e tenta crescer.
Hoje, abrir um pequeno negócio no país virou um exercício de resistência. O microempreendedor luta contra tudo. Imposto alto, custo de insumo nas alturas, combustível caro, energia cara e crédito praticamente inacessível.
Agora veja o absurdo. O limite do MEI ficou quase dez anos congelado em 81 mil reais por ano. Dez anos. Nesse período, tudo subiu. Tudo. Menos o limite de faturamento de quem mais precisa de incentivo.
O resultado é simples. Milhares de pequenos empreendedores ficaram engessados. Muitos deixaram de crescer com medo de ultrapassar o teto. Outros passaram a trabalhar na informalidade para sobreviver.
Isso não é incentivo ao empreendedorismo. Isso é travar o crescimento.
Quando finalmente aparece um projeto para corrigir esse erro, elevando o limite para 130 mil reais, o país comemora como se fosse um grande avanço. E é. Mas também escancara o quanto o Brasil anda atrasado.
O pequeno empreendedor não quer favor. Quer condição de trabalhar. Quer regra justa. Quer poder crescer sem ser penalizado por isso.
Enquanto isso, o custo de vida continua subindo. Diesel alto impacta o frete. O frete impacta o preço dos produtos. E quem paga a conta é sempre o mesmo. O trabalhador.
O Brasil precisa decidir de que lado está. Do lado de quem produz ou do lado da burocracia que trava.
Se continuar desse jeito, vamos seguir formando um país onde empreender não é oportunidade. É risco.
E o pior risco de todos é desistir.
























