Decisão europeia contra carne brasileira ameaça planos futuros de Rondônia no mercado internacional

Rondônia construiu nos últimos anos uma posição de destaque no setor pecuário nacional.

Decisão europeia contra carne brasileira ameaça planos futuros de Rondônia no mercado internacional

Mesmo sem exportar atualmente carne bovina diretamente para o Mercado Comum Europeu, Rondônia pode sofrer impactos importantes com a decisão anunciada por países europeus de suspender compras da carne brasileira a partir de setembro. O efeito imediato não atinge diretamente a economia local, mas preocupa produtores e exportadores pelo impacto nas negociações futuras.

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Rondônia construiu nos últimos anos uma posição de destaque no setor pecuário nacional. O Estado possui hoje um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil, com cerca de 17 milhões de cabeças, resultado de um crescimento acelerado da produção nas últimas décadas. Além disso, a carne produzida no Estado é considerada de alta qualidade e já abastece dezenas de mercados internacionais.

O diferencial da produção rondoniense está justamente no modelo de criação predominantemente a pasto, sem uso intensivo de produtos químicos na alimentação animal. Esse perfil fez com que a carne local passasse a ser conhecida no mercado como “carne verde”, valorizada pela qualidade e pelo padrão sanitário.

Nos bastidores do setor, a preocupação maior não está no presente, mas no futuro. Há anos existem negociações para ampliar a presença da carne produzida em Rondônia no mercado europeu. Embora os acordos ainda não tenham sido concluídos, a decisão do bloco europeu acaba atingindo todos os estados brasileiros de forma conjunta, já que as exportações são tratadas nacionalmente e não por regiões específicas.

O temor agora é que o embargo dificulte ou até inviabilize avanços comerciais que poderiam representar um salto importante para o agronegócio rondoniense nos próximos anos. Produtores avaliam que a medida acaba penalizando estados que mantêm padrões produtivos considerados sustentáveis e reconhecidos internacionalmente.

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