Mais silencioso, distante da imprensa e cada vez mais reservado politicamente. É assim que aliados e observadores têm visto o governador Marcos Rocha neste momento final de mandato. Faltando poucos meses para encerrar oito anos à frente do Palácio Rio Madeira, Rocha diminuiu drasticamente a presença pública, limitando-se quase sempre a agendas institucionais, gravações de vídeos oficiais e participações pontuais em solenidades, principalmente no interior do Estado.
Quem acompanha de perto o ambiente político percebe um governador mais introspectivo. Ainda que mantenha o estilo sereno e o sorriso constante, pessoas próximas admitem que Marcos Rocha sentiu o desgaste provocado pelo fracasso do projeto que o levaria à disputa pelo Senado. A crise política envolvendo o vice-governador Sérgio Gonçalves acabou alterando completamente os planos do chefe do Executivo.
Mesmo fora da disputa eleitoral, Rocha segue atuando fortemente na construção da própria sucessão. Nos bastidores, o governador continua comandando as articulações do PSD em Rondônia e participa diretamente da estratégia para fortalecer a pré-candidatura de Adailton Fúria ao Governo do Estado.
Uma das demonstrações mais claras dessa atuação ocorreu na escolha do empresário e apresentador Everton Leoni para compor a chapa como candidato a vice-governador. A articulação contou também com participação importante de Expedito Júnior, mas aliados garantem que Marcos Rocha teve papel decisivo no convencimento de Everton.
Enquanto reorganiza o grupo político para 2026, o governador mantém foco nas últimas entregas administrativas do mandato. Entre elas, uma das prioridades absolutas do Palácio é concluir a aquisição da área destinada à construção do novo Hospital de Urgência e Emergência de Porto Velho, projeto considerado estratégico para a reta final da gestão estadual.






















