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Só no em fevereiro deste ano o Estado de Rondônia gastou, com o dinheiro dos impostos bancados pelos contribuintes, R$ 202.578,00 com pensões vitalícias concedidas a ex-governadores e suas respectivas viúvas. Neste panorama, o gasto chegará a R$ 2,4 milhões no final de 2019, mas pode aumentar.

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É importante ressaltar que, até o mês passado, os ex-senadores Valdir Raupp e Ivo Cassol ainda não voltaram à folha de pagamento do Estado, pois, de acordo com a lei, tiveram de optar entre o salário de parlamentar ou valores recebidos enquanto pensionistas. Se estivessem, o valor subiria para R$ 253,2 mil mensais, o que pode ocorrer nos próximos meses, totalizando, ao final de doze meses, um dispêndio avaliado em mais de R$ 3 milhões só para bancar ex-chefes do Poder Executivo e viúvas.

Governo de Rondônia tem 10 dias para apresentar ao Tribunal de Contas os processos relacionados às pensões vitalícias de Raupp, Bianco, Cassol e Cahúlla

Raupp, inclusive, já solicitou formalmente sua reinserção na folha de pagamento do Estado, conforme noticiou o jornal eletrônico Rondônia Dinâmica. Não há informações oficiais – até agora – sobre eventuais intenções de Ivo Cassol no mesmo sentido.

Embora em 2011 o ex-governador Confúcio Moura, do MDB, tenha extinguido o benefício após a apresentação de Projeto de Lei de autoria do ex-deputado Hermínio Coelho, o direito adquirido abraçou todos os ex-governadores ainda vivos até João Cahúlla, que ocupou o cargo por apenas oito meses, além das viúvas remanescentes.

Governo de Rondônia tem 10 dias para apresentar ao Tribunal de Contas os processos relacionados às pensões vitalícias de Raupp, Bianco, Cassol e Cahúlla
Rendimentos do ex-governador José Bianco em fevereiro.
O valor da pensão acompanha o salário do governador viagente

Agora, o conselheiro do Tribunal de Contas (TCE/RO) Benedito Antônio Alves deu um prazo de 10 dias para que o Governo de Rondônia, através do superintendente de Gestão de Pessoas (SEGEP) Júlio Martins Figueroa Faria, envie à Corte os processos administrativos relacionados às pensões de Valdir Raupp, José Bianco, João Cahúlla e Ivo Cassol.

De acordo com Benedito Alves, a intenção é apreciar a legalidade e registrar os atos concessórios, conforme estabelece tanto a Constituição Federal quanto a Estadual.

 

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