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Quando o ministro italiano Francesco Boccia (Relações Regionais) disse, na semana passada, que neste ano o menino Jesus precisaria nascer duas horas antes, estava dado o sinal de que este será um Natal bem diferente dos outros. A confirmação veio na noite desta quinta (3), quando o premiê Giuseppe Conte anunciou duras regras para conter a propagação do coronavírus no período de festas. E, como antecipado, a Missa do Galo, em que o nascimento de Jesus é encenado por volta da meia-noite, terá que começar mais cedo em todo o país, para que o toque de recolher noturno seja obedecido.

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O novo decreto, que passa a valer a partir de sexta (4), concentra as medidas mais rígidas entre os dias 21 de dezembro e 6 de janeiro, com a intenção de inibir viagens, aglomerações e festas. Isso num dos países mais católicos do mundo e onde a convivência familiar intergeracional é intensa.

Está mantido o veto a deslocamentos sem justificativa depois das 22h, e as viagens entre regiões serão proibidas nesse período, mesmo para quem tiver parentes em outro estado ou segunda casa. Nos dias 25 e 26 de dezembro e 1º de janeiro, a limitação sobe um degrau, e os italianos não poderão nem transitar entre cidades da mesma região.

Nas áreas menos afetadas, os restaurantes poderão abrir para almoços de Natal, Santo Estêvão (26/12), Ano Novo e Dia de Reis (6/1), para no máximo quatro pessoas por mesa. No jantar, devem estar fechados.

Ceias e festas de Réveillon estão vetadas inclusive em hotéis, que só poderão oferecer serviço de quarto. As estações de esqui ficam fechadas, e os navios de cruzeiros, proibidos de partir, chegar e fazer escala. Os moradores que estão fora do país podem retornar, mas devem cumprir quarentena, obrigatória também para quem fizer viagem internacional.

“A estrada para sair da pandemia é ainda longa. Devemos evitar o risco de uma terceira onda, que poderia chegar em janeiro e ser não menos violenta que a primeira e a segunda”, afirmou Conte, em transmissão ao vivo por TV e redes sociais.

O premiê reconheceu que é impossível controlar o que acontece dentro das casas, mas fez um apelo para que os italianos evitem encontros entre núcleos familiares.

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