É uma pergunta que incomoda e exige resposta: por que o atual governo não seguiu as estratégias administrativas adotadas durante os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, que levaram os Correios ao melhor resultado financeiro da última década?

Os números oficiais não deixam margem para dúvidas. Conforme divulgado pelo próprio governo federal em 2021, o Conselho de Administração dos Correios aprovou as demonstrações contábeis de 2020 com um lucro líquido de R$ 1,53 bilhão, o maior dos últimos dez anos. Mais do que isso: o patrimônio líquido da estatal cresceu 84% em relação a 2019, alcançando aproximadamente R$ 950 milhões, evidenciando uma recuperação sólida da saúde financeira e da capacidade operacional da empresa.
Em outras palavras, em um curto espaço de tempo, o governo anterior conseguiu transformar uma estatal historicamente deficitária em uma empresa eficiente, sustentável e lucrativa, com indicadores que apontavam para um futuro promissor. Ficou claro, à época, que os Correios poderiam não apenas sobreviver, mas encerrar exercícios sucessivos com resultados positivos, desde que mantida uma gestão responsável, técnica e orientada por resultados.
No entanto, esse cenário mudou drasticamente a partir do início do terceiro governo do Partido dos Trabalhadores. O que antes era lucro virou prejuízo. Em apenas três anos, o resultado histórico positivo se transformou em um rombo que já ultrapassa a casa dos R$ 10 bilhões, um valor que muitos especialistas consideram praticamente impagável e de difícil reversão no curto e médio prazo.
A transição é, no mínimo, chocante. Como foi possível sair de um lucro superior a R$ 1,5 bilhão para um prejuízo bilionário em tão pouco tempo? Que decisões administrativas foram tomadas? Quais estratégias foram abandonadas? Houve aparelhamento político, má gestão, aumento de custos sem controle, perda de eficiência logística ou tudo isso ao mesmo tempo?
São perguntas legítimas, que não dizem respeito apenas a disputas ideológicas, mas ao interesse público. Os Correios são uma empresa estratégica, presente em todos os municípios brasileiros, e qualquer prejuízo acaba recaindo, direta ou indiretamente, sobre o bolso do contribuinte.
Diante desse contraste brutal entre resultados, a sociedade tem o direito de cobrar explicações claras, técnicas e transparentes. Afinal, transformar um lucro histórico em um prejuízo bilionário não é obra do acaso é consequência direta de escolhas administrativas. A pergunta que não quer calar permanece no ar: quem vai explicar, com números e responsabilidade, como isso aconteceu?





















