A Polícia Civil de Goiás realizou, na manhã desta quinta-feira (23), a prisão do médico ginecologista Marcelo A. Ele é suspeito de cometer crimes de estupro contra pelo menos 20 pacientes em clínicas de Goiânia e Senador Canedo. A prisão preventiva foi efetuada em sua residência por agentes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), após uma investigação apontar relatos de abusos que ocorreriam desde 2017.
De acordo com a delegada Amanda Menuci, o investigado agia de forma premeditada para ganhar a confiança das vítimas antes de iniciar os abusos. O modo de operação envolvia perguntas invasivas sobre a vida sexual das mulheres e toques físicos inapropriados durante os exames. Relatos indicam que o médico realizava procedimentos sem o uso de luvas e questionava as pacientes se elas sentiam prazer, aproveitando-se da autoridade profissional para vulnerabilizá-las.
Uma das vítimas descreveu o trauma em depoimento, afirmando ter ficado paralisada durante a consulta. A investigação trata os casos como estupro de vulnerável, uma vez que as pacientes estavam em situação de fragilidade física e sob a autoridade técnica do profissional. A polícia acredita que o número de denúncias pode aumentar com a divulgação da prisão, já que muitas mulheres podem ter se sentido intimidadas em denunciar anteriormente.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) confirmou que o registro profissional de Marcelo foi suspenso por determinação judicial. O órgão informou que abriu um processo ético-profissional para apurar as condutas em sigilo. O médico permanece à disposição do Poder Judiciário, enquanto a Polícia Civil segue colhendo depoimentos para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público.























