Eleito presidente da Arom, prefeito preso pela PF na campanha de 2024 pode ficar inelegível pelo TSE

Na ocasião, foram encontrados cerca de R$ 30 mil em espécie, valor que, segundo o Ministério Público Eleitoral, não constava na prestação de contas da campanha.

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Eleito presidente da Arom, prefeito preso pela PF na campanha de 2024 pode ficar inelegível pelo TSE

Mesmo com um processo eleitoral ainda em tramitação, o prefeito de Nova Mamoré, Marcélio Rodrigues Uchôa, conhecido como Marcélio Brasileiro, segue ampliando sua influência no cenário político de Rondônia. Recentemente eleito presidente da Associação Rondoniense de Municípios (Arom) para o triênio 2026/2029, o gestor assumiu uma das principais entidades municipalistas do estado enquanto aguarda o desfecho definitivo de uma ação que pode chegar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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O caso teve origem durante a campanha eleitoral de 2024, quando Marcélio foi abordado em uma fiscalização realizada pela Polícia Federal e pela Polícia Militar em Nova Mamoré. Na ocasião, foram encontrados cerca de R$ 30 mil em espécie, valor que, segundo o Ministério Público Eleitoral, não constava na prestação de contas da campanha.

Ministério Público aponta suspeita de caixa dois

A apreensão motivou o ajuizamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), na qual o Ministério Público sustentou que o dinheiro teria origem não declarada e seria destinado ao pagamento de despesas eleitorais, como combustível e apoiadores, caracterizando suposta prática de captação ilícita de recursos, conhecida como “caixa dois”.

A defesa do prefeito, entretanto, apresentou versão diferente. Segundo os advogados, os recursos eram provenientes da venda de um imóvel particular e seriam destinados ao apoio financeiro de candidatos a vereador da coligação, sem qualquer irregularidade eleitoral.

Após analisar as provas, a Justiça Eleitoral de primeira instância julgou a ação improcedente e manteve os mandatos do prefeito e do vice-prefeito, Sérgio Bermond Varotti.

TRE mantém absolvição

O Ministério Público recorreu da decisão, mas o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) manteve, por unanimidade, a absolvição de Marcélio Uchôa e de seu vice, afastando, até o momento, a possibilidade de cassação dos mandatos.

Apesar da derrota no TRE, o processo ainda não foi definitivamente encerrado. O Ministério Público Eleitoral pode apresentar recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, dentro do prazo legal.

Caso isso ocorra, caberá à Corte Superior reexaminar os fundamentos da decisão do TRE antes de eventual julgamento pelo plenário do TSE.

Presidência da Arom amplia protagonismo

Enquanto aguarda o desfecho definitivo da ação, Marcélio Uchôa consolidou sua posição entre as principais lideranças municipalistas do estado ao ser eleito presidente da Arom, entidade que representa os 52 municípios de Rondônia.

A posse ocorreu no início de junho, durante cerimônia realizada na Assembleia Legislativa de Rondônia. À frente da associação, o prefeito passa a representar os interesses dos municípios rondonienses nas discussões com os governos estadual e federal, fortalecendo sua projeção política em nível estadual.

Assim, embora o processo eleitoral ainda possa ter novos desdobramentos na Justiça Eleitoral, Marcélio Uchôa permanece no exercício do mandato de prefeito e também na presidência da Arom, mantendo atuação institucional enquanto aguarda eventual decisão definitiva do TSE.

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