A deputada estadual eleita Fátima Cleide (PT) ainda nem assumiu sua cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia e já está no centro de uma das primeiras grandes polêmicas após as eleições de 2026. Declarações sobre a atuação da Polícia Militar provocaram forte reação de representantes das forças de segurança e de lideranças políticas do estado.
Durante entrevista ao jornalista Fábio Camilo, a ex-senadora afirmou que parte da população tem medo da Polícia Militar, especialmente jovens pobres e moradores de bairros periféricos. A petista também questionou determinadas abordagens policiais, associando suas preocupações à segurança dessa parcela da população.
A repercussão foi imediata. A Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) divulgou nota de repúdio, considerando que as declarações generalizam a atuação policial e desconsideram o trabalho dos profissionais que diariamente enfrentam a criminalidade. A própria Polícia Militar também reagiu, defendendo a corporação e ressaltando que não tolera práticas ilegais de seus integrantes.
A controvérsia ganhou ainda mais força com manifestações de entidades representativas dos militares e de parlamentares. Entre os críticos estão o deputado estadual eleito Fernando Silva (Republicanos), o deputado federal Edevaldo Neves e a deputada federal Cristiane Lopes, que saíram em defesa dos policiais rondonienses.
A polêmica coloca Fátima Cleide diante de um desgaste político logo após sua vitória nas urnas. De um lado, representantes da segurança pública consideram injustas as generalizações sobre a corporação. Do outro, a deputada eleita levantou um debate sobre abordagens policiais, direitos dos moradores das periferias e a relação entre polícia e comunidade.
A Polícia Militar sustenta que o trabalho de seus agentes é essencial no enfrentamento ao crime organizado e na proteção das famílias rondonienses. Já a discussão sobre eventuais excessos policiais exige análise de casos concretos, dados oficiais e respeito tanto aos direitos dos cidadãos quanto à atuação legal dos profissionais de segurança.
Até a publicação das reportagens consultadas, não havia sido localizada uma manifestação posterior de Fátima Cleide respondendo especificamente às notas de repúdio. O espaço permanece aberto para seus esclarecimentos.
O episódio mostra que a nova legislatura poderá começar marcada por divergências sobre segurança pública, tema que mobiliza a sociedade rondoniense e exige propostas concretas dos representantes eleitos.




















