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A revista VEJA destacou que o leilão está marcado para o dia 29 de setembro, apenas cinco dias antes do primeiro turno das eleições. A proximidade da data com o pleito levantou questionamentos sobre a necessidade de realizar um processo de grande impacto econômico e social justamente na reta final do atual mandato.

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Na prática, a decisão poderá afetar diretamente a vida de milhares de famílias rondonienses, especialmente no valor das tarifas, na qualidade do abastecimento e na ampliação da rede de esgoto.

O deputado estadual Delegado Camargo apresentou um Projeto de Decreto Legislativo para tentar suspender o edital. Segundo ele, o documento não deixa claros pontos considerados essenciais, como a tarifa social, as metas de atendimento para cada município, os mecanismos de equilíbrio entre cidades maiores e menores e a agência responsável pela fiscalização do contrato.

A repercussão em um dos principais veículos de comunicação do país mostra que o assunto deixou de ser apenas uma disputa política local. O debate agora envolve transparência, segurança jurídica e, principalmente, o impacto que a concessão poderá causar no bolso e na rotina da população.

Diante das dúvidas levantadas, cresce a cobrança para que o Governo de Rondônia explique com clareza as regras do leilão e apresente garantias de que os municípios mais pobres e as famílias de baixa renda não serão prejudicados.

Mais do que uma licitação, o processo definirá quem controlará os serviços de água e esgoto em boa parte de Rondônia pelos próximos anos. Por isso, a sociedade cobra cautela, transparência e amplo debate antes de qualquer decisão definitiva.

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