Para o Governo, cenário é mais claro: Adailton Fúria é o nome preferido de Marcos Rocha

A convergência partidária fortalece ainda mais a construção desse projeto de sucessão.

Se a disputa pelo Senado ainda apresenta muitas variáveis, a sucessão ao Governo de Rondônia, no campo político do governador Marcos Rocha, é bem mais fácil de ser desenhada. Nos bastidores do Palácio Rio Madeira, o nome apontado como favorito absoluto do governador para dar continuidade ao seu projeto político é o do jovem prefeito de Cacoal, Adailton Fúria.

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Rocha e Fúria já mantiveram diversas conversas políticas ao longo dos últimos meses e o alinhamento entre ambos é tratado como sólido. Mais do que diálogo, os dois já discutiram ações conjuntas e estratégias que devem ser colocadas em prática quando o período eleitoral se aproximar. A parceria envolve não apenas apoio político, mas também articulações administrativas e institucionais.

Além de Fúria, o governador também mantém diálogo frequente com Expedito Júnior, seu adversário direto na primeira eleição ao Governo, mas hoje aliado político. Expedito comanda o PSD em Rondônia, partido que tem justamente em Adailton Fúria o seu principal nome no estado. A convergência partidária fortalece ainda mais a construção desse projeto de sucessão.

Adversários fora do radar

Os demais pré-candidatos ao Governo, sobretudo os que fazem oposição aberta ao atual governo, tendem a ficar completamente distantes de qualquer possibilidade de apoio de Marcos Rocha. É o caso do senador Marcos Rogério, hoje um dos nomes mais fortes na disputa.

Rogério aparece empatado nas pesquisas com Adailton Fúria e Fernando Máximo na preferência do eleitorado rondoniense. No entanto, a relação entre Marcos Rocha e Marcos Rogério é considerada irreversível do ponto de vista político. O senador faz oposição dura ao governador desde a eleição passada, quando foi derrotado nas urnas, e agora desponta como um candidato fortíssimo para tentar chegar ao Palácio Rio Madeira/CPA.

Poucas alternativas no campo governista

Com Fernando Máximo e Confúcio Moura já projetados para a disputa ao Senado, sobram poucas opções no tabuleiro político para o Governo. Entre os nomes lembrados, apenas o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves ainda poderia, em tese, ter alguma simpatia palaciana.

Hildon, no entanto, é visto como pouco provável na disputa pelo Governo neste momento, o que reduz ainda mais o leque de alternativas. Assim, até que novos nomes surjam no cenário político estadual, a sucessão ao Executivo rondoniense tende a se concentrar basicamente em dois polos: de um lado, Marcos Rogério; do outro, Adailton Fúria, o nome claramente avalizado por Marcos Rocha.

Disputa desenhada

Com esse quadro, a eleição para o Governo de Rondônia começa a ganhar contornos mais definidos. De um lado, um projeto de continuidade, liderado por Adailton Fúria e respaldado pelo atual governador. Do outro, uma candidatura de oposição forte, representada por Marcos Rogério.

A tendência é que, a partir de 2026, essa polarização ganhe ainda mais força, transformando a sucessão estadual em uma das disputas mais acirradas dos últimos anos em Rondônia.

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