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Pedro Abib aposta em educação, industrialização e diálogo para apresentar um novo projeto para Rondônia

Aos 36 anos, candidato do MDB defende mudança nos rumos da educação, maior aproximação com o setor produtivo e união política para enfrentar os grandes desafios do Estado

Pedro Abib aposta em educação, industrialização e diálogo para apresentar um novo projeto para Rondônia

Aos 36 anos, Pedro Abib tenta transformar juventude em um dos principais ativos de sua candidatura ao Governo de Rondônia. Professor, médico-veterinário e empresário da área da educação, o candidato do MDB participou de sabatina com os Dinossauros Cícero Moura, Erik Araújo e Sérgio Pires e apresentou uma visão de Estado voltada, principalmente, para aquilo que Rondônia precisa construir daqui para frente.

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A educação ocupou espaço central na conversa. Abib chamou atenção para os baixos índices de aprendizagem dos estudantes e defendeu uma mudança profunda na forma como o Estado encara o ensino público. Para ele, não basta manter escolas funcionando: é preciso garantir que o aluno termine o ensino médio sabendo interpretar um texto, dominar o português e compreender matemática. É a partir da educação, argumenta, que Rondônia poderá preparar uma nova geração para um mercado cada vez mais competitivo.

Na saúde, evitou transformar a construção do Heuro em mais uma promessa eleitoral. Preferiu defender a união de forças para que o projeto finalmente avance. A mesma lógica apareceu quando falou da relação com a bancada federal. Abib criticou a falta de diálogo que atribui ao atual governo e afirmou que, caso seja eleito, pretende manter as portas abertas aos oito deputados federais e quatro senadores de Rondônia, independentemente de partido ou posição ideológica.

Outro ponto que chamou atenção foi sua preocupação com a chegada da Reforma Tributária e os impactos que as novas regras poderão provocar nas receitas estaduais a partir de janeiro. Na avaliação do candidato, Rondônia precisa se antecipar às mudanças e encontrar alternativas para fortalecer sua economia, e uma delas passa necessariamente pela industrialização.

Abib defende que Rondônia deixe de ser apenas um grande produtor de matéria-prima e passe a agregar valor ao que produz. Durante a sabatina, citou como exemplo a castanha produzida na região de Guajará-Mirim, que, segundo relatou, segue in natura para a Bolívia, onde é processada e passa a valer muito mais. Para ele, a riqueza precisa ser industrializada dentro do próprio Estado, gerando empregos, renda e arrecadação para os rondonienses.

Essa visão também é resultado de uma experiência pouco convencional de pré-campanha. Ao lado da esposa e das duas filhas, Pedro Abib percorreu Rondônia em um motorhome, conhecendo de perto municípios, produtores e diferentes realidades do interior. A viagem, segundo o candidato, ajudou a construir um diagnóstico mais atualizado das dificuldades enfrentadas principalmente por quem produz e movimenta a economia estadual.

Mais do que apresentar uma coleção de promessas, Pedro Abib tenta construir sua candidatura em torno de uma ideia: preparar Rondônia para o futuro. Educação, industrialização, fortalecimento do setor produtivo, diálogo político e planejamento econômico aparecem como pilares desse projeto.

O tamanho eleitoral que essa candidatura alcançará será decidido nas urnas. Mas uma coisa já começa a ficar evidente nesta campanha: Pedro Abib aproveita a disputa pelo Governo para se apresentar aos rondonienses e buscar um espaço próprio no cenário político estadual. Aos 36 anos, independentemente do resultado desta eleição, o candidato do MDB surge como um nome que pretende permanecer no debate sobre o futuro de Rondônia.

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