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Quaest mostra aprovação de Marcos Rocha acima da rejeição e contraria discurso de desgaste no fim do governo

Levantamento aponta 46% de aprovação contra 34% de desaprovação; resultado chega em meio à reta final da gestão e à movimentação eleitoral em Rondônia

Quaest mostra aprovação de Marcos Rocha acima da rejeição e contraria discurso de desgaste no fim do governo

A mais recente pesquisa Quaest/Rede Amazônica trouxe um retrato que contraria parte do discurso de forte desgaste do governador Marcos Rocha na reta final de seu segundo mandato. Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados aprovam a atual gestão estadual, enquanto 34% desaprovam. Os números foram recebidos no Palácio Rio Madeira como um resultado positivo, especialmente diante de um cenário eleitoral marcado pelo afastamento de antigos aliados e pelo aumento das críticas ao governo.

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Na avaliação detalhada apresentada na pesquisa, 32% classificam a administração positivamente e 44% consideram o governo regular, enquanto 17% fazem uma avaliação negativa. Os números mostram que, embora Marcos Rocha chegue ao fim de oito anos de governo enfrentando o desgaste natural de uma administração longa, sua rejeição aparece em patamar inferior ao que vinha sendo propagado por setores da oposição e por adversários políticos.

O cenário ganha ainda mais peso porque Rondônia atravessa uma das disputas eleitorais mais acirradas dos últimos anos. Com a sucessão estadual em andamento, antigos aliados do governador passaram a ocupar campos políticos diferentes e alguns adotaram uma postura crítica em relação à administração da qual fizeram parte ou que apoiaram durante parte dos últimos anos.

A gestão Marcos Rocha, entretanto, também precisa ser analisada pelos resultados acumulados ao longo dos dois mandatos. Nesse período, Rondônia registrou avanços econômicos, fortalecimento do agronegócio e expansão expressiva do orçamento estadual. O Estado também chegou à reta final da atual administração apresentando indicadores favoráveis de emprego, fatores utilizados pelo governo para sustentar a avaliação de que houve evolução econômica durante o período.

Isso não significa ausência de problemas. Saúde pública, segurança e infraestrutura rodoviária permaneceram entre os principais desafios enfrentados pelo Estado, com demandas históricas que continuam sendo cobradas pela população. São áreas em que os resultados da administração podem ser questionados e que deverão fazer parte do debate sobre o legado deixado pelo atual governador.

A avaliação definitiva dos oito anos de Marcos Rocha, contudo, provavelmente será feita com maior clareza depois que ele deixar o Palácio Rio Madeira. Governos costumam ser julgados também pela comparação com aquilo que receberam e, posteriormente, com os resultados apresentados por seus sucessores.

Por enquanto, o dado político concreto apresentado pela Quaest é outro: a aprovação de Marcos Rocha supera sua desaprovação em 12 pontos percentuais. Em plena sucessão estadual, o resultado enfraquece a narrativa de que o governador chegaria aos últimos meses de mandato amplamente rejeitado pela população.

A pesquisa Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado pela Rede Amazônica e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RO-05711/2026 e BR-00490/2026.

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