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Dos 52 municípios de Rondônia, nove deles ainda se utilizam de lixões à céu aberto para depósito do lixo urbano, entre eles Porto Velho (capital), Colorado do Oeste, Ouro Preto do Oeste, Jaru, Nova Mamoré, Costa Marques, Mirante da Serra, Vale do Paraíso e Cujubim. Uma realidade que se repete em cerca de três mil cidades brasileiras, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tratamento de Resíduos Sólidos e Efluentes (Abetre).

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Olhando os números de modo geral, podemos dizer que o Estado revela uma posição privilegiada quanto à destinação e tratamento adequados dos resíduos sólidos urbanos. Ou seja, se em todo o Brasil aproximadamente 60% dos seus 5.567 municípios mantém lixões, em Rondônia essa porcentagem é de 20%.

Mas, a presença de lixões em território rondoniense ‘coloca em xeque’ as gestões públicas das cidades citadas, inclusive porque algumas dessas localidades dispõem dos serviços de aterros sanitários em operação para a disposição correta dos resíduos – e que já atendem 27 municípios.

lixão de Porto Velho, por exemplo, batizado de ‘Lixão da Vila Princesa’, recebe aproximadamente 500 mil quilos de lixo por dia, o que, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), corresponde a geração de 0,95kg de lixo/diário por habitante da capital que, atualmente, tem 539 mil habitantes (IBGE/2020).

Em Colorado do Oeste, no Sul de Rondônia, a cidade que tem população estimada de 15.544 pessoas (IBGE/2020), gera um volume aproximado de 15 mil quilos de lixo urbano por dia. E tudo vai para o lixão do município, numa área cercada de vegetação nativa e mananciais. As denúncias sobre o perigo que envolve o local são corriqueiras, entre elas os constantes incêndios e o lixo jogado em meio às matas e pastos, provocando inclusive a morte de bovinos por ingestão de sacolas plásticas.

Um detalhe curioso é que Colorado do Oeste teve reeleito o seu prefeito, igualmente a outras três cidades que têm seus lixões na ativa: Jaru, Costa Marques e Cujubim. No interior do Estado, mais 150 mil quilos de lixo urbano são jogados à céu aberto, todo dia. Isso, sem contar os passivos ambientais de lixões desativados, mas que não tiveram obras de recuperação de suas áreas realizadas.

Porto Velho e mais oito cidades de RO insistem em lixões à céu aberto

Contando que os prefeitos reeleitos já sabem do problema dos lixões, é possível que as populações desses municípios possam receber de volta a confiança duplamente confirmada nas urnas, com as prefeituras cumprindo a Lei 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com as diretrizes nacionais para o saneamento básico, entre as quais o fim dos lixões.

os gestores devem se apressar, pois termina em 31 de dezembro deste ano o prazo para os gestores apresentarem um plano para acabar de vez com os lixões, em cumprimento ao novo Marco Legal do Saneamento Básico do Brasil, aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela presidência da República.

Até lá, os lixões vão continuar afetando o meio ambiente, os trabalhadores com materiais recicláveis e a saúde dos moradores, por meio do mau cheiro, da contaminação do solo pelo chorume, com a poluição das águas subterrâneas, emissão de gases, incêndios causados pelos gases gerados, atração de animais e vetores de doenças.

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