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Os bastidores da política em Rondônia começam a ferver e, como sempre, o que hoje circula nos corredores amanhã ganha as ruas. Há uma movimentação crescente que, mais cedo ou mais tarde, deve vir à tona e impactar diretamente o cenário eleitoral.

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Mas há algo que já deixou de ser conversa de bastidor. Um problema real, concreto e cada vez mais visível começa a se formar no entorno de um dos principais nomes na disputa pelo governo do Estado.

O ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, que se apresenta como candidato ao Palácio Rio Madeira, enfrenta um desgaste que não estava nos planos. E o foco desse desgaste vem justamente de onde menos se esperava.

O atual prefeito de Cacoal, Tony Pablo, escolhido a dedo por Fúria para ser seu vice e sucessor, passou de aliado histórico a uma figura que hoje gera desconforto crescente. Amigo de longa data, com uma relação construída ao longo de quase duas décadas, Pablo tem adotado um discurso que, na prática, cria ruído político e fragiliza o projeto do ex-prefeito.

A cada nova declaração pública, a cada vídeo divulgado, o prefeito sinaliza um distanciamento cada vez maior. Mais do que isso, suas falas acabam alimentando diretamente os adversários de Fúria, oferecendo munição política em um momento sensível de pré-campanha.

O movimento chama ainda mais atenção porque não se limita a críticas indiretas. Tony Pablo tem adotado uma postura que, em diversos momentos, se aproxima mais de um opositor do que de um aliado. E isso se agrava quando suas críticas atingem o próprio governo do Estado principal base de apoio político de Fúria.

Nos últimos dias, o alvo mais evidente foi o secretário estadual de Saúde, Edilton Oliveira dos Santos, também ligado a Cacoal. As declarações duras ampliaram o desgaste e evidenciaram um conflito que já não pode mais ser tratado como algo pontual.

Nos bastidores, Fúria tenta conter o avanço da crise e buscar uma saída que evite maiores danos. Mas o cenário é delicado. A cada nova fala de Tony Pablo, a oposição observa, analisa e, principalmente, comemora.

Em política, rupturas raramente acontecem de forma silenciosa. E quando começam a aparecer em público, geralmente é sinal de que o problema já ganhou proporções maiores do que se gostaria de admitir.

Para Fúria, o desafio agora não é apenas consolidar sua candidatura. É, antes de tudo, conter um desgaste interno que pode custar caro lá na frente.

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