Dos 23 integrantes da Câmara Municipal da Capital, nove entram na corrida por uma das 24 cadeiras da ALE-RO. Um décimo parlamentar, Nilton Souza, do PSDB, escolheu um desafio ainda maior e disputará uma vaga no Senado.
A lista dos vereadores que miram a Assembleia reúne nomes conhecidos do eleitorado da Capital e representantes de diferentes grupos políticos.
Entre eles está Márcio Pacele, do Republicanos, que chega à disputa carregando uma credencial eleitoral importante: foi o vereador mais votado de Porto Velho na eleição municipal de 2024.
Outro nome é Breno Mendes, do Avante, atual líder do prefeito Léo Moraes na Câmara Municipal.
Também estão na corrida Everaldo Fogaça, do PSD; Zé Paroca, Marcos Combate e Jeovani Ibiza, todos do Avante; Fernando Silva, do Republicanos; além de Dr. Gilbert e Pedro Geovar, do Novo.
Avante coloca quatro vereadores na disputa
Um detalhe chama atenção na relação.
Dos nove vereadores que pretendem chegar à Assembleia, quatro pertencem ao Avante: Breno Mendes, Zé Paroca, Marcos Combate e Jeovani Ibiza.
Isso transforma a própria nominata partidária em uma disputa paralela.
Não basta conquistar uma votação expressiva individualmente. Para chegar à Assembleia, cada candidato dependerá também do desempenho eleitoral do partido e das regras do sistema proporcional.
Republicanos e Novo também colocam vereadores da Capital nessa corrida, enquanto o PSD terá Everaldo Fogaça entre os postulantes.
Ex-vereadores também querem chegar à ALE
A força política da Câmara de Porto Velho não termina nos atuais mandatários.
O ex-vereador e ex-presidente da Casa Edwilson Negreiros também entra na disputa por uma cadeira de deputado estadual.
Edwilson não participou como candidato da eleição municipal passada e teve seu irmão, Gedeão Negreiros, disputando o pleito. Gedeão acabou eleito e atualmente preside a Câmara Municipal.
A estrutura política construída pela família na Capital poderá ter peso na tentativa de Edwilson chegar à Assembleia.
Câmara já revelou deputados estaduais
A movimentação dos vereadores não acontece por acaso.
A Câmara Municipal de Porto Velho historicamente funciona como uma das principais portas de entrada para políticos que posteriormente chegam à Assembleia Legislativa.
Entre os atuais deputados estaduais existem nomes que construíram parte importante de suas trajetórias políticas no Legislativo municipal da Capital.
Marcelo Cruz, Alan Queiroz, Edevaldo Neves e Eyder Brasil são exemplos dessa passagem.
Marcelo Cruz foi além: depois de deixar a Câmara e chegar à Assembleia, tornou-se presidente da ALE-RO.
O histórico ajuda a explicar por que tantos vereadores estão dispostos a enfrentar uma eleição estadual mesmo tendo mandato garantido na Câmara até 2028.
Capital pode aumentar sua força dentro da Assembleia
Existe ainda outro componente estratégico nessa disputa.
Porto Velho concentra o maior eleitorado de Rondônia. Um vereador que já passou por uma eleição municipal recente entra na campanha estadual com vantagens importantes: possui mandato, base eleitoral identificada, presença nos bairros e experiência de campanha.
A dificuldade é transformar uma votação concentrada na Capital em desempenho suficiente numa eleição que envolve todo o Estado de Rondônia.
Além disso, nove vereadores disputando simultaneamente significa que muitos deles buscarão votos dentro de um mesmo território eleitoral.
A campanha, portanto, deverá produzir confrontos interessantes até mesmo entre candidatos que atualmente dividem o plenário da Câmara Municipal.
No dia 4 de outubro, o eleitor dará a resposta.
A grande pergunta é simples:
dos nove vereadores que deixarão temporariamente a rotina da Câmara para tentar chegar à Assembleia, quantos conseguirão fazer a mudança definitiva para a ALE-RO?




















