O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alterou a data da sua visita ao Amazonas, mas manteve intacta a principal pauta da viagem: a autorização para o início das obras do chamado Trecho do Meio da BR-319, considerado um dos pontos mais críticos da rodovia que liga Manaus a Porto Velho.
A viagem presidencial, inicialmente prevista para esta semana, foi transferida para os dias 26 e 27, terça e quarta-feira da próxima semana. Mesmo com a mudança no calendário, a expectativa em torno da pavimentação da rodovia segue alta, principalmente entre moradores e setores produtivos do Amazonas.
Durante a passagem por Manaus, Lula deverá assinar a ordem de serviço para o início das obras nos cerca de 450 quilômetros mais problemáticos da BR-319. Ainda não há confirmação oficial se a assinatura ocorrerá em solenidade na capital amazonense ou durante visita técnica às obras da estrada, onde serviços preliminares já estariam em andamento.
A alteração da agenda chegou a gerar preocupação entre defensores da rodovia, diante do temor de uma nova decisão judicial interromper novamente o avanço do projeto, como já ocorreu em outras ocasiões. Mesmo diante da pressão de organizações ambientais e de setores contrários ao asfaltamento da BR-319, o governo federal manteve a programação da visita e os planos relacionados à obra.
Além da agenda voltada à rodovia, o presidente também deverá participar de outros compromissos no Amazonas. Entre eles, segundo informações ainda não confirmadas oficialmente pelo Palácio do Planalto, estão a entrega de moradias em área indígena e encontros políticos com aliados.
A BR-319 se transformou, ao longo das últimas décadas, em um dos temas mais debatidos da Amazônia. De um lado, estão os que defendem a recuperação total da ligação terrestre entre Amazonas e Rondônia, argumentando que milhões de amazonenses vivem praticamente isolados por via terrestre do restante do país. Do outro, seguem as preocupações ligadas aos impactos ambientais provocados pela abertura e pavimentação da rodovia em áreas sensíveis da floresta amazônica.
A expectativa agora gira em torno da próxima semana. Caso não haja novos entraves judiciais, o governo federal deve dar início a uma das obras mais aguardadas e polêmicas da região Norte.






















