A divulgação do novo Índice de Progresso Social (IPS) acendeu um alerta preocupante sobre a realidade de Porto Velho. Embora seja considerada uma cidade bonita, cercada por riquezas naturais e com forte importância econômica para a região Norte, os números mostram que a Capital de Rondônia ainda oferece uma qualidade de vida muito abaixo do esperado para seus moradores.
Com população estimada em mais de 517 mil habitantes, Porto Velho aparece em posições extremamente negativas nos indicadores ligados ao saneamento básico e infraestrutura urbana. Segundo o levantamento, a Capital ocupa a 100ª posição entre os municípios brasileiros em abastecimento de água potável, a 96ª em coleta de esgoto, a 98ª em volume de esgoto tratado sobre a água consumida e também a 96ª colocação em investimentos por habitante.
Os dados reforçam um problema histórico enfrentado pela cidade. Há pelo menos dez anos, Porto Velho permanece na última colocação do ranking de saneamento básico quando comparada às 100 maiores cidades brasileiras.
Última colocada entre as capitais
O IPS de 2026 classificou Porto Velho como a pior capital brasileira para se viver. Entre as 26 capitais e o Distrito Federal, a cidade aparece na última posição do ranking nacional de qualidade de vida.
O estudo internacional avalia os 5.570 municípios brasileiros utilizando 57 indicadores divididos em três grandes áreas: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades.
Porto Velho recebeu apenas 58,59 pontos, ficando abaixo da média nacional, que foi de 63,40. Outro dado que chama atenção é que a Capital sequer aparece entre os 15 municípios mais bem avaliados de Rondônia. Dentro do Estado, Rolim de Moura foi o município com melhor desempenho, alcançando pontuação dentro da média brasileira.
Rondônia também enfrenta cenário preocupante
Os problemas não se limitam apenas à Capital. No ranking estadual, Rondônia aparece apenas na 23ª posição entre os estados brasileiros, ficando à frente somente do Amapá, Acre, Maranhão e Pará.
Os números mostram que ainda existe um caminho longo e complexo para melhorar a qualidade de vida da população. Especialistas defendem que será necessário ampliar investimentos em saneamento, infraestrutura urbana, mobilidade, saúde e planejamento público para que Porto Velho consiga sair das últimas posições nacionais nos próximos anos.






















