PORTO VELHO — Uma decisão judicial recolocou um dos políticos mais conhecidos de Rondônia no centro da eleição de 2026 e acrescentou uma nova camada de imprevisibilidade à disputa pelo Senado.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu os efeitos de decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia que atingia Acir Gurgacz, permitindo que o político indicado pelo PDT prossiga nas etapas eleitorais enquanto o recurso aguarda julgamento definitivo.
A decisão não representa um julgamento final sobre a controvérsia jurídica.
Politicamente, entretanto, seu efeito é imediato.
Acir volta a ocupar espaço numa disputa que já reúne nomes de peso e possui uma característica capaz de transformar completamente a eleição rondoniense: em 2026, o estado escolherá dois senadores.
Isso muda a lógica do voto.
O eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado, abrindo espaço para combinações eleitorais que dificilmente aconteceriam em uma disputa por vaga única.
E cada novo candidato competitivo interfere nesse quebra-cabeça.
Acir Gurgacz não chega como desconhecido. Ex-senador e personagem presente na política rondoniense há décadas, possui recall eleitoral e uma trajetória que naturalmente provoca reações tanto entre apoiadores quanto adversários.
Por isso, sua permanência na corrida pode obrigar outras campanhas a recalcular estratégias.
A eleição para o Senado em Rondônia já vinha apresentando forte movimentação. Agora, ganha mais um componente: a batalha jurídica poderá caminhar paralelamente à batalha pelos votos.
Até que exista uma decisão definitiva, o cenário exige cautela.
Mas uma coisa mudou.
Quem estava fazendo as contas para outubro sem considerar Acir terá de pegar a calculadora novamente.




















