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Justiça manda derrubar deepfake contra Marcos Rogério e senador reage: “Fraude para enganar o eleitor”

Vídeo manipulado atribuía ao candidato do PL posições políticas que ele contesta; defesa afirma que perícia identificou alterações nos movimentos labiais, áudio e articulação da fala

Justiça manda derrubar deepfake contra Marcos Rogério e senador reage: “Fraude para enganar o eleitor”

A disputa eleitoral em Rondônia ganha um novo e preocupante capítulo com o uso de inteligência artificial. Desta vez, o alvo foi o senador Marcos Rogério (PL), candidato ao Governo de Rondônia, que denunciou a circulação de um vídeo que, segundo sua defesa, teria sido manipulado para induzir o eleitor a acreditar em uma versão falsa sobre sua trajetória política.

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A Justiça Eleitoral determinou a retirada do conteúdo do ar após ação apresentada pelo PL. De acordo com as informações apresentadas pela defesa, a publicação utilizaria técnicas de deepfake para associar Marcos Rogério a supostos apoios políticos aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff em eleições anteriores.

A defesa sustenta que o material foi artificialmente manipulado e apresentado de maneira capaz de confundir quem assistisse ao vídeo.

O advogado Nelson Canedo, responsável pela ação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral em nome do PL, afirmou que uma análise técnica anexada ao processo apontou indícios de adulteração.

“Na perícia apresentada ao TRE, foram identificadas alterações nos movimentos labiais, na sincronização entre áudio e vídeo e na articulação da fala, características compatíveis com uma deepfake”, explicou o advogado.

Marcos Rogério reage

O senador classificou o episódio como grave e defendeu que o combate à manipulação de conteúdos durante o período eleitoral seja feito independentemente de quem seja o candidato atingido.

“Não se pode aceitar, independente contra quem seja feito”, declarou.

Marcos Rogério também criticou o potencial de conteúdos artificialmente manipulados para interferir na formação da opinião do eleitor.

“Este é o pior tipo de manipulação que pode haver num processo eleitoral: querer fazer a população acreditar em algo que é sabidamente falso”, afirmou.

Em seguida, resumiu sua avaliação sobre o episódio:

“Isso é uma fraude para tentar enganar o eleitor!”

Deepfake entra no centro da disputa eleitoral

O caso acende novamente o alerta sobre a utilização de inteligência artificial nas eleições de 2026. Ferramentas capazes de alterar voz, movimentos labiais e imagens tornam cada vez mais difícil para o eleitor identificar imediatamente se determinado vídeo é verdadeiro ou manipulado.

No caso envolvendo Marcos Rogério, a reação ocorreu pela via judicial, com pedido para retirada do material.

Agora, além da remoção do conteúdo, permanece a discussão sobre a identificação dos responsáveis pela produção e disseminação do vídeo e eventual responsabilização, caso sejam constatadas irregularidades.

Para Marcos Rogério, a questão ultrapassa sua própria candidatura. O senador sustenta que manipulações desse tipo precisam ser combatidas independentemente do candidato ou grupo político atingido.

Em uma eleição cada vez mais disputada também nas redes sociais, o episódio deixa um alerta: a inteligência artificial pode ser uma poderosa ferramenta de comunicação, mas, quando utilizada para fabricar falas ou acontecimentos, pode transformar a desinformação em uma arma eleitoral.

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