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O Presídio Feminino de Rondônia foi destaque ontem (14) no Jornal Nacional, exibido pela Rede Globo de Televisão. A reportagem mostra um vídeo gravado por um agente penitenciário, onde centenas de ratazanas invadem o local. Segundo as detentas, até mordidas dos roedores algumas mulheres já sofreram.

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A situação da penitenciária é crítica. O deputado Léo Moraes (PTB), por várias vezes, já se manifestou em relação ao sistema prisional de Rondônia.

“Na qualidade de deputado estadual, é de minha responsabilidade fiscalizar e cobrar por melhorias em todos os setores do nosso Estado e no sistema prisional não é diferente” explicou o parlamentar.

O deputado afirmou ter realizado diversas vistoriais nos presídios da capital onde foi constatado o caos nas unidades prisionais. “Apesar de na Secretaria de Justiça falarem que os projetos e as mudanças estão em andamento, nada está sendo feito há tempos”, relatou.

Léo conta que na vistoria foi impedido de fotografar no interior do presídio, mas o que viu foi devastador. De acordo com o deputado, diversas irregularidades como grades quebradas, falta de água, esgoto estourado, péssimas condições de trabalho e déficit de efetivo são algumas das falhas do sistema prisional do Estado.

O parlamentar relatou também que, além da péssima estrutura dos prédios, os agentes penitenciários sofrem com a carga excessiva de trabalho e com a situação de insalubridade nas penitenciárias. Sendo defensor dos concursados aprovados, não vê sentido o Executivo ainda estudar a possibilidade de contratação de servidores emergenciais, sendo que há centenas de concursados aprovados esperando o chamamento.

“Já está mais que explícito que o sistema prisional e a segurança pública precisam de mais profissionais”, afirmou o deputado.

Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários e Socieducadores do Estado de Rondônia (Singeperon) o presídio feminino de Porto Velho comporta atualmente cerca de 130 presas, mas só tem capacidade para receber 79 mulheres.

Após a repercussão em rede nacional das péssimas condições da unidade prisional, a Justiça de Rondônia pediu a interdição do local e que as detentas sejam transferidas em até 48 horas.

“É interessante ver a repercussão negativa do nosso Estado, sendo que a Sejus passa a impressão de que está tudo bem. Quem conhece meu trabalho, sabe que nunca fui omisso e sempre lutei por esta causa e nas vezes que me posicionei e expus minhas ideias, fui criticado. Agora a realidade está vindo à tona. É preciso mostrar competência perante nossa população e valorizar os servidores”, concluiu Léo.

Fonte: ALE/RO - DECOM - Assessoria 
Foto: Gilmar de Jesus
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