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Na tarde desta terça-feira (3/8), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participa de uma Oficina de Testagem na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. A ação é uma das etapas que antecedem o início do programa de testagem em massa contra a Covid-19, anunciado pelo governo federal há mais de dois meses.

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Queiroga já havia revelado que a Fiocruz será responsável pela produção de testes de antígeno para detecção do coronavírus. Segundo o ministro, o laboratório tem capacidade para produzir entre 10 e 12 milhões de exames por mês. A expectativa é de que o programa tenha início no mês de agosto.

A oficina desta terça-feira contará com participação de representantes das secretarias estaduais e municipais de saúde, além de membros do DataSus base de dados do Sistema Único de Saúde (SUS). O evento está previsto na agenda oficial do ministro Marcelo Queiroga.

Ao jornal, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, explicou que o atraso no programa se deve a problemas operacionais. Ele afirma que, após uma série de reuniões da pasta com membros do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), constatou-se que o governo precisaria de mais tempo para iniciar o programa.

“Como a estratégia é fazer uma busca ativa, a gente montaria estruturas para fazer testagem em locais de grande circulação. Começaram a surgir algumas dúvidas: quem faria o teste? Dando positivo, como a gente entregaria o resultado para o paciente? Todas essas questões operacionais acabaram demorando mais do que a gente gostaria”, informou.

Testagem em massa
No dia 21 de maio deste ano, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, convidou a imprensa para fazer um anúncio: o governo federal pretendia lançar um programa de testagem em massa contra a Covid-19. Mais de dois meses após a divulgação, o plano ainda não teve início.

Com a disseminação da variante Delta do coronavírus pelo país, a testagem voltou a ser um tema discutido por Marcelo Queiroga.

Segundo a pasta, o objetivo da ação era agilizar o diagnóstico de Covid-19 nos pacientes, para que o isolamento e a hospitalização necessários fossem realizados no período adequado. O programa visava atender uma série de profissionais que têm diferentes riscos de exposição ao vírus, com testagem em locais públicos, como aeroportos e rodoviárias, semanalmente.

A expectativa do ministério é de testar cerca de 10 milhões de pessoas por mês, utilizando exames de antígenos, que têm resultado liberado em até 15 minutos. “É similar ao RT-PCR. Coleta no nariz e consegue ter um resultado em curto espaço de tempo”, informou, à época, o secretário-executivo do órgão, Rodrigo Cruz.

Testagem tardia
A médica infectologista Juliana Barreto avalia a implementação do programa de testagem em massa como importante para o cenário pandêmico, mesmo que o programa comece de forma tardia, mais de um ano após o início da pandemia de Covid-19.

“A testagem em massa é sempre importante, pelo menos para fazer o perfil epidemiológico do país. Sempre é interessante saber qual local contaminou mais, qual a faixa etária que contaminou mais. Essas pessoas que testaram positivo já foram vacinadas ou não foram vacinadas? Eu só vejo benefícios”, afirmou.

No entanto, quando o assunto são as novas variantes, a testagem em massa não é suficiente: “É necessário saber se vão subtipar esses testes, assim vamos decidir o que vamos fazer. Mudar a estratégia de vacinação? Completar o esquema vacinal ou ampliar a primeira dose?”, disse a médica.

A infectologista também ressalta que, por meio do SUS, o governo tem condições de testar a população. “Já o tempo e a rapidez dependem do quanto de pessoas serão mobilizadas, qual será o teste, por exemplo. Mas isso pode ser rapidamente feito”.

Agenda no Rio de Janeiro
Queiroga cumpre uma série de compromissos no Rio de Janeiro nesta terça-feira. O titular da Saúde chegou ao estado ainda na noite de segunda (2/8). Durante o dia de hoje, ele deve encontrar com o governador do Rio, Cláudio Castro, visitar unidades hospitalares e vacinar pacientes contra a Covid-19. O retorno à Brasília está previsto para o fim do dia.

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