Enquanto milhares de moradores de Porto Velho abrem a torneira diariamente sem pensar na origem da água, famílias de comunidades ribeirinhas enfrentam uma realidade diferente: garantir água potável continua sendo um desafio durante a estiagem.
Segundo balanço da Defesa Civil Municipal, atualizado em 22 de outubro, mais de 180 mil litros de água já foram distribuídos às famílias afetadas pela seca.
A operação envolve galões, garrafas e caminhões-pipa, além de uma logística que precisa superar as dificuldades de acesso a comunidades isoladas.
A Prefeitura adquiriu 15 mil galões de 20 litros e planeja ampliar as entregas. Também está prevista a distribuição por caminhões-pipa, com capacidade estimada de 30 mil litros diários durante 30 dias.
No Baixo Madeira, comunidades como São Carlos, Cavalcante e Terra Caída estão incluídas na programação de novas entregas. Outras localidades deverão receber assistência por embarcações a partir de 29 de outubro, conforme as condições de navegação.
A administração municipal também aguarda a análise de um pedido de R$ 7,5 milhões em recursos federais para reforçar a operação.
Apesar da mobilização, o cenário expõe um problema que ultrapassa os períodos de seca: a dificuldade histórica de garantir abastecimento seguro e contínuo em comunidades afastadas.
Para essas famílias, o acesso à água não representa apenas conforto. Significa condições adequadas para cozinhar, manter a higiene e proteger a saúde de crianças e idosos.
A assistência emergencial é indispensável, mas o grande desafio será construir soluções permanentes para que a população ribeirinha não dependa de operações extraordinárias a cada estiagem.




















