Os números da dengue apresentam uma redução importante em Porto Velho, mas a chegada do período chuvoso exige que a população mantenha os cuidados para evitar uma nova expansão da doença.
Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) mostram que a capital contabilizou 57 casos de dengue entre janeiro e 19 de outubro de 2026.
Em 2025, foram registrados 212 casos durante todo o ano, enquanto 2024 terminou com 584 ocorrências.
Embora os períodos de comparação sejam diferentes, os números indicam uma redução expressiva nos registros divulgados.
Entretanto, a redução não significa que o risco tenha desaparecido.
O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e junho, classificou Porto Velho como município de médio risco de infestação.
A situação merece atenção porque a água acumulada em pneus, garrafas, calhas e recipientes esquecidos nos quintais pode favorecer a reprodução do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.
A prevenção depende de medidas simples, mas constantes, especialmente durante as chuvas.
Também é importante procurar atendimento médico diante de sintomas como febre, dores no corpo e manchas vermelhas, evitando a automedicação.
Para a rede pública de saúde, manter os casos em níveis reduzidos significa diminuir a pressão sobre os atendimentos e proteger a população contra complicações potencialmente graves.
A queda dos registros é uma notícia positiva, mas a verdadeira vitória dependerá da capacidade de Porto Velho de manter a prevenção durante todo o período chuvoso.




















