O que deveria ser apenas mais um dia de trabalho pode terminar em uma ambulância, numa sala de emergência ou em meses de recuperação.
Em Porto Velho, os números dos acidentes de trânsito revelam uma realidade preocupante, especialmente para quem utiliza motocicletas diariamente.
Levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), em 21 de outubro, aponta que motocicletas estiveram envolvidas em 82% dos acidentes de trânsito atendidos pelo Samu em setembro.
O percentual chama atenção para a vulnerabilidade de motociclistas, que dividem as ruas com carros, caminhões e ônibus, muitas vezes em situações de tráfego intenso.
Entre aqueles que utilizam motocicletas estão entregadores, mototaxistas, trabalhadores do comércio e cidadãos que dependem desse meio de transporte para sustentar suas famílias.
Uma colisão pode provocar consequências que ultrapassam o atendimento médico. Lesões graves, afastamento profissional e perda de renda podem comprometer a estabilidade financeira de toda uma casa.
O cenário também levanta questionamentos sobre as condições das vias, a fiscalização, a sinalização e a necessidade de campanhas permanentes de educação no trânsito.
É importante destacar que o levantamento considera as ocorrências atendidas pelo Samu, não necessariamente todos os acidentes registrados na capital. Ainda assim, o índice demonstra a elevada participação das motocicletas nos chamados de emergência.
A prevenção exige responsabilidade de todos: motociclistas, motoristas e poder público.
Por trás de cada estatística existe uma pessoa que saiu de casa esperando voltar. E é justamente essa realidade que precisa orientar as políticas de segurança no trânsito de Porto Velho.




















