DE SAÍDA – Após sete anos e quatro meses, Confúcio deixa governo de RO com boa aprovação e escândalos de corrupção

Entre os casos mais emblemáticos onde Confúcio e sua equipe foi apontada de agir de forma ilegal com o dinheiro do contribuinte rondoniense, estão as operações da Polícia Federal Termópilas e Plateias, ambas culminaram na prisão de pessoas ligadas diretamente ao governo, inclusive familiares.

Política - sábado, 07/04/2018 às 12h33min
DE SAÍDA – Após sete anos e quatro meses, Confúcio deixa governo de RO com boa aprovação e escândalos de corrupção

Nesta última sexta-feira (6), o governador do estado de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB) deixou o comando do poder executivo estadual para disputar á uma das duas cadeiras de Senador que estarão disponíveis no pleito 2018 e serão preenchidas pelo eleitorado rondoniense. No lugar de Confúcio assume seu vice e aliado de primeira hora, Daniel Pereira (PSB).

O ex-governador Confúcio permaneceu no cargo até o último momento em que a justiça eleitoral permitia, semanas antes de sua renúncia ainda protagonizou uma série de polêmicas desmoralizando publicamente Daniel Pereira, ao desfazer suas nomeações no governo e ser protagonista de um escândalo envolvendo arapongagem e disputa política com lideranças do poder legislativo.

Confúcio sai da cadeira após sete anos, três meses e seis dias, como a maior autoridade política rondoniense, durante esse longo período de exercício de poder o ex-governador conseguiu arrancar ótimos índices de fluxo econômico, porém deixou descontente grande parte dos servidores públicos, conviveu com a explosão dos índices de violência e uma clara inabilidade para lidar com o sistema penitenciário, além de ter sua administração apontada em mais de uma dezena de possíveis crimes de corrupção.

Entre os casos mais emblemáticos onde Confúcio e sua equipe foi apontada de agir de forma ilegal com o dinheiro do contribuinte rondoniense, estão as operações da Polícia Federal Termópilas e Plateias, ambas culminaram na prisão de pessoas ligadas diretamente ao governo, inclusive familiares.

Pela Polícia Federal, o ex-governador Confúcio Moura é acusado de liderar um gigantesco esquema de corrupção envolvendo empresários, servidores comissionados e representantes estaduais do primeiro escalão, chegou inclusive à ser alvo de um mandado de condução coercitiva, onde na condição de suspeito, ficou em frente à um delegado federal e teve de esclarecer durante toda uma tarde, diversas indagações da justiça.

O denuncia mais recente foi realizada ainda em 2018, pouco tempo antes de sua saída, nela, Confúcio é apontado de ter participado de um suposto esquema corrupto quer favoreceu pagamentos da ordem de R$ 30 milhões de forma indevida à empresa responsável pela reforma da ponte que corta a cidade de Ji-Paraná, de acordo com documentos e provas apresentadas, o pagamento já havia sido quitado e mesmo assim o valor foi repassado.

Caso tivesse permanecido no cargo, Confúcio poderia ter enfrentado um impeachment e automaticamente perderia a partir de 2019 o seu foro privilegiado e teria de responder às denuncias imputadas contra ele à justiça comum, fato que poderá acontecer se ele não vencer a corrida ao Senado.

Com índices de aprovação de seu governo considerados ótimos, Confúcio e seu grupo político virão com gosto de gás para o pleito em 2018, como é de costume do governador, o partido ao qual ele disputará a eleição será definido no último minuto, calculista e pragmático Confúcio virá com a certeza da vitória, mas, terá de lidar com um eleitorado desiludido e com sede de mudanças extremas.

Fonte: JH Notícias


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