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Os números mais recentes da violência no Brasil revelam uma realidade de contrastes para Rondônia. Se, por um lado, o Estado aparece na metade da tabela nacional quando o assunto é homicídio, por outro continua ocupando uma posição alarmante em relação aos feminicídios, um dos crimes que mais desafiam as políticas públicas de proteção às mulheres.

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Levantamento nacional mostra que o Paraná possui atualmente a menor taxa de homicídios do país, com 5,8 assassinatos para cada 100 mil habitantes. Na outra ponta está o Maranhão, que lidera esse triste ranking com 27,5 mortes por 100 mil habitantes.

Rondônia registra uma taxa de 16,7 homicídios por 100 mil habitantes, ocupando a 14ª colocação nacional e empatando com Roraima. Entre os estados da Região Norte, o pior cenário é o do Amapá, que aparece como o segundo mais violento do Brasil nesse indicador, com 25,5 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Embora os índices de homicídios coloquem Rondônia em uma posição intermediária no cenário nacional, os dados relacionados à violência contra a mulher são muito mais preocupantes.

O Estado permanece com o segundo maior índice de feminicídios do Brasil, atrás apenas do Acre. Em 2025, o Acre registrou uma taxa de 3,2 feminicídios para cada 100 mil mulheres, seguido por Rondônia, com 2,9, e Mato Grosso do Sul, com 2,7.

No extremo oposto do levantamento aparecem Amazonas, Ceará e São Paulo, que registraram os menores índices desse tipo de crime.

O feminicídio é considerado a forma mais extrema da violência de gênero. Trata-se do assassinato de mulheres motivado pela condição de serem mulheres, geralmente associado a relações de controle, dominação, violência doméstica e sentimento de posse por parte do agressor.

O cenário brasileiro também preocupa internacionalmente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os países com os maiores índices de feminicídio do mundo, evidenciando que a violência contra a mulher permanece como um dos maiores desafios sociais e de segurança pública do país.

Os números reforçam que, apesar dos avanços obtidos no combate à criminalidade em algumas áreas, Rondônia ainda enfrenta uma enorme dívida quando o assunto é proteger a vida das mulheres. Mais do que ações repressivas, especialistas defendem investimentos permanentes em prevenção, fortalecimento da rede de proteção, educação e combate à violência doméstica.

Enquanto os homicídios apresentam um cenário relativamente menos grave que o de outros estados brasileiros, o feminicídio continua sendo uma ferida aberta que exige respostas cada vez mais rápidas, eficazes e permanentes do poder público e de toda a sociedade.

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