Publicidade
SICOOB

Enquanto o futebol rondoniense enfrenta um cenário de abandono, desorganização e falta de investimentos, o presidente da Federação de Futebol do Estado de Rondônia (FFER), Heitor Luiz da Costa Junior, está prestes a embolsar um salário mensal de R$ 215 mil. O valor faz parte do reajuste autorizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que aumentou em 330% os salários dos presidentes das federações estaduais — subindo de R$ 50 mil para R$ 215 mil.

Publicidade

O reajuste foi aprovado logo após a reeleição de Ednaldo Rodrigues para mais um mandato à frente da CBF. A medida gerou indignação em diversos estados, mas em Rondônia, onde o futebol sobrevive à base de esforços isolados e praticamente sem nenhum apoio institucional, a revolta é ainda maior.

🎯 Desempenho da FFER é alvo de críticas

Sob o comando de Heitor Costa, a FFER acumula críticas por sua gestão omissa, sem transparência e distante das reais necessidades dos clubes e atletas. A federação pouco investe em categorias de base, ignora o futebol feminino, não tem políticas de incentivo ao futebol amador e é constantemente apontada como ausente nos momentos mais críticos do esporte local.

Clubes tradicionais como Genus e Ji-Paraná já enfrentaram colapsos financeiros, campeonatos são mal organizados e a representatividade de Rondônia em competições nacionais segue quase irrelevante. Ainda assim, o presidente da entidade terá um dos salários mais altos do estado — tudo bancado por recursos da CBF, que arrecadou mais de R$ 1,1 bilhão em 2023.

📉 Futebol rondoniense na UTI

Enquanto Heitor recebe cifras milionárias, os clubes locais mal conseguem bancar passagens, estadias e alimentação para seus atletas. Falta estrutura, calendário, apoio técnico e financeiro, e sobram promessas não cumpridas. O que se vê é um futebol abandonado, sufocado pela má gestão, e que depende cada vez mais da boa vontade de dirigentes locais e projetos sociais.

“É como se o presidente vivesse em outro planeta”, desabafa um dirigente de clube, que preferiu não se identificar. “Enquanto o futebol do estado agoniza, ele vai receber R$ 215 mil por mês sem apresentar resultados concretos? É imoral!”

Sem pressão, sem cobrança, sem avanços

Com total liberdade e praticamente nenhuma cobrança institucional, Heitor Luiz da Costa Junior segue no comando da FFER há anos, sem apresentar projetos sólidos, resultados expressivos ou planos de modernização. A permanência no cargo e os privilégios agora ampliados pela CBF levantam o questionamento: até quando o futebol rondoniense será tratado como último da fila?

A elite do futebol brasileiro segue lucrando. Já Rondônia, sob a gestão de Heitor, continua sendo um dos estados mais invisíveis no cenário nacional — tanto em campo, quanto fora dele.

Você também vai querer ler...

Idosa morre engasgada durante almoço em RO

Grave acidente deixa dois mortos em rodovia em RO

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.