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MAIS PERIGOSA DO BRASIL – BR-364 vive agosto sangrento e sequência de mortes aumenta pressão por respostas em Rondônia

Principal rodovia do Estado fecha o mês marcada por acidentes fatais, enquanto motoristas convivem com pedágio, tráfego pesado e cobrança por mais segurança

MAIS PERIGOSA DO BRASIL - BR-364 vive agosto sangrento e sequência de mortes aumenta pressão por respostas em Rondônia

A BR-364 chega ao fim de agosto novamente no centro de uma discussão que Rondônia não pode mais adiar. Um levantamento divulgado nesta semana apontou 15 mortes somente durante o mês de agosto em acidentes registrados na principal rodovia do Estado. Entre as ocorrências recentes está a grave colisão registrada na região de Ouro Preto do Oeste, cujo número de vítimas fatais chegou a cinco.

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O cenário ganha ainda mais repercussão porque a rodovia está sob concessão e os usuários já convivem com a cobrança de pedágio. Para quem paga para trafegar pela BR-364, a expectativa natural é de que o novo modelo resulte não apenas em obras futuras, mas também em respostas rápidas para redução dos acidentes, melhoria da sinalização, atendimento emergencial e intervenções nos pontos considerados mais perigosos.

A situação exige, porém, uma discussão que vai além da concessionária. Excesso de velocidade, ultrapassagens perigosas, imprudência, condições da pista e o intenso fluxo de carretas formam uma combinação que transforma determinados trechos em verdadeiros corredores de risco. A concessão pode melhorar a infraestrutura, mas nenhuma obra elimina a responsabilidade dos próprios condutores.

Para Rondônia, a BR-364 não é apenas mais uma estrada. É a principal artéria econômica do Estado, por onde circulam famílias, trabalhadores, ônibus e grande parte da produção que sustenta a economia rondoniense. Cada interrupção provoca prejuízos; cada acidente grave mobiliza uma enorme estrutura; e cada morte deixa uma família destruída.

O que os números de agosto deixam é um alerta impossível de ignorar: cobrar pedágio e anunciar investimentos não basta se a população continuar contando mortos no asfalto. Rondônia precisa transformar a segurança da BR-364 em prioridade permanente, com fiscalização, engenharia, educação no trânsito e cobrança rigorosa pelo cumprimento das obrigações previstas na concessão.

JH Notícias

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