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Porto Velho de 2050 começa a ser desenhada agora: plano prevê 104 ações e cinco grandes projetos estratégicos

Capital quer transformar logística, distritos, produção rural, igarapés e tecnologia em pilares de desenvolvimento para as próximas décadas

Porto Velho de 2050 começa a ser desenhada agora: plano prevê 104 ações e cinco grandes projetos estratégicos

Como estará Porto Velho daqui a 24 anos? A resposta começa a ser desenhada agora. A Prefeitura apresentou neste sábado (29) um planejamento de longo prazo que reúne 104 ações e projetos para orientar o desenvolvimento da capital até 2050, envolvendo infraestrutura, produção, sustentabilidade, tecnologia e qualidade de vida.

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O Plano de Ação Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável, o PAEDS-PVH 2030–2050, foi apresentado durante o Fórum de Desenvolvimento e Sustentabilidade, no Prédio do Relógio. O trabalho foi desenvolvido entre 2024 e 2026 em parceria com a Fundação da Universidade Federal do Paraná e contou com diagnósticos e consultas públicas na área urbana e nos distritos.

No meio das 104 ações, cinco projetos foram classificados como prioritários: integração logística e industrial; estruturação dos distritos; fortalecimento da agropecuária; recuperação de igarapés por meio do projeto Caminho das Águas; e criação do Porto Digital Amazônico, direcionado à inovação e ao desenvolvimento tecnológico.

A proposta é importante principalmente porque Porto Velho possui características muito diferentes de outras capitais brasileiras. Além da enorme área territorial e dos distritos distantes do núcleo urbano, o município reúne produção agrícola, pecuária, rios, floresta, logística internacional e potencial para novos negócios ligados à bioeconomia.

O desafio, entretanto, começa depois do lançamento. Planejamento de longo prazo só transforma uma cidade quando consegue sobreviver às mudanças de governo. Entre 2026 e 2050, Porto Velho terá diferentes prefeitos, vereadores e gestores. Transformar as 104 ações em políticas permanentes será tão importante quanto elaborar o documento.

Se sair do papel, o planejamento poderá mudar a forma como a capital cresce e ocupa seu território. Se ficar restrito a estudos e apresentações, Porto Velho continuará enfrentando velhos problemas enquanto novas demandas aparecem.

A cidade de 2050 parece distante. Mas as decisões que definirão como ela será começam justamente agora.

JH Notícias

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