Uma semana depois de uma tragédia que abalou a comunidade de ciclistas de Porto Velho, amigos e companheiros de pedal voltaram ao local onde Waldirene Miranda perdeu a vida.
Na manhã deste domingo (30), um grupo de ciclistas realizou uma homenagem à vítima na BR-319, nas proximidades da ponte sobre o rio Madeira.
Os participantes estenderam faixas, soltaram balões brancos e instalaram uma cruz às margens da rodovia, transformando por alguns momentos o local do acidente em um espaço de memória, luto e reflexão.
Waldirene morreu no domingo anterior, dia 23, depois de ser atropelada. O motorista investigado pelo caso está preso e foi indiciado por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, além de quatro tentativas de homicídio relacionadas à ocorrência.
Mas neste domingo o foco não estava no acusado.
Estava em Waldirene.
A presença dos ciclistas no mesmo trecho onde ocorreu a tragédia também carrega uma mensagem sobre a vulnerabilidade de quem utiliza bicicletas nas rodovias e vias urbanas da capital.
Cada bicicleta reunida ali representava um companheiro que poderia estar naquela mesma situação.
A cruz deixada às margens da BR-319 passa agora a marcar fisicamente o local onde uma vida terminou — e onde amigos decidiram retornar para dizer que Waldirene não será esquecida.
JH Notícias




















